O candidato a vice-presidente de Geraldo Alckmin nas próximas eleições, José Jorge (PFL), esteve em Caçador nesta segunda-feira. Juntamente com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, ele se reuniu com lideranças políticas e empresários locais em um almoço na Cabanha Rancho Fundo.

José Jorge (PFL) ao lado dos candidatos LHS (PMDB), Pavan (PSDB), Colombo (PFL), Cobalchini (PMDB). Também estiveram presentes o candidato a deputado federal Paulinho Bornhausen (PFL), o presidente nacional do PFL Jorge Bornhausen, o prefeito de Caçador Saulo Sperotto (PSDB) e o Secretário de Desenvolvimento Regional de Caçador Gilberto Comazzetto.
Ao lado dos candidatos da coligação Todos por Toda Santa Catarina, José Jorge aproveitou o encontro pata consolidar o apoio de Alckimin na região. Em discurso ele pediu o empenho de todos os presentes em aderir à campanha da chapa tucana e liberal. “Se vocês se envolverem e trabalharem o Alckmin vai ter 80% e nós vamos mudar o Brasil. Se vocês não trabalharem o Lula vai ter 80% e vai ganhar”, disse.

José Jorge (PFL) esteve reunido nesta segunda-feira, 14, na Cabanha Rancho Fundo com lideranças políticas e empresários locais
José Jorge ainda fez duras críticas ao Governo Lula como a relação com a Venezuela de Hugo Chavez e as gafes cometidas pelo petista. Na opinião do candidato o Brasil precisa de alguém mais preparado no governo. “O Alckmin já foi vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal duas vezes, vice-governador e governador. Então é amplamente mais preparado que o Lula.”, afirmou em discurso.
Finalizando ele afirmou que pesquisa não ganha eleição e está confiante para uma vitória nas urnas. Antes de seguir viagem José Jorge concedeu uma breve entrevista à reportagem do Portal Caçador Online.
Caçador Online: Qual foi o objetivo da visita?
José Jorge: O objetivo é político, eleitoral. Estamos em campanha e estamos percorrendo o Brasil inteiro para trazer a nossa mensagem. Eu e o presidente Alckmin nos dividimos, hoje ele tem um debate na Rede Bandeirantes e eu vim aqui representando a nossa chapa.
C.O: As últimas pesquisas apontam uma vantagem considerável do candidato a reeleição, o presidente Lula em relação ao Alckmin, o senhor acredita numa virada e qual a estratégia de campanha para convencer os eleitores?
J.J: Em primeiro lugar pesquisa não é eleição, se fosse já dava lá pro Ibope escolher o presidente não precisava nem votar. A pesquisa é válida, o presidente Lula está na frente tem uma bela diferença, mas nós vamos trabalhar e vamos virar esse eleição porque temos uma proposta melhor. O presidente Lula carrega dois fardos muito pesados nas costas, o primeiro é o PT, ninguém quer mais votar no PT, e segundo é o seu próprio Governo com as irregularidades que aconteceram. Eu acho muito difícil o eleitor votar em um governo que está acusado de corrupção.
C.O: Mas o partido do senhor também já teve envolvimento com corrupção?
J.J: Não eu e nem o Alckmin e neste momento é importante levar isso em consideração. O Alckmin já foi vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal duas vezes, vice-governador e governador. Então é amplamente mais preparado que o Lula. O Lula esses dias disse que o Brasil tem milhões de quilômetros de fronteiras, mas na verdade são milhares.
C.O: O senhor afirma que a sua chapa tem uma proposta melhor, qual seria?
J.J: A proposta do presidente Alckmin é o Brasil voltar a crescer economicamente. Nós estamos crescendo muito menos que outros países da América Latina e aqueles paises que tem nível de desenvolvimento semelhante ao Brasil e não tem motivo para isso. Nós temos que melhorar a taxa de juros, do câmbio, da carga tributária, para que o Brasil volte a crescer gerando empregos e permitindo uma mais qualidade de vida à população.
C.O: Você achou a escolha do Alckmin a melhor opção para encabeçar a chapa?
J.J: Eu achei que a escolha de Alckmin permitiu que José Serra fosse candidato a Governador de São Paulo com uma bela chapa. Acho que isso pesou a favor do Alckmin apesar que o Serra é um candidato mais experiente e seria um ótimo candidato.
C.O: Em caso de uma vitória do Alckmin e do senhor nas eleições, qual sua posição sobre uma coligação governista nacional com o PMDB?
J.J: Como o PMDB não lançou candidatura própria a presidência ele se coliga em diversos estados conosco. Pernambuco que é meu Estado, por exemplo, o PMDB também está coligado assim como em Santa Catarina, mas não são todos os estados. Caso o Alckmin assuma eu acho que nós teremos que coligar com o PMDB porque é um partido que tem um grande número de parlamentares permite maior governabilidade.





