3 de outubro de 2026
Política

Secretário regional visita Presídio de Caçador

Por Ass. Imp. SDR/Caçador

O secretário do Desenvolvimento Regional de Caçador, Beto Comazzetto, visitou nesta quinta-feira (11), o Presídio Regional de Caçador, para junto ao diretor do Presídio, Rovílio Ficagna, rever as condições das instalações e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pelos detentos.

Comazzetto passou pelo setor administrativo, dispensa de alimentos, ambulatório, centro odontológico, sala de aula e carceragem. Conhecendo o trabalho e o dia-a-dia de funcionários e pessoas que ali estão por alguma transgressão a lei, conversando com todos e escudando algumas histórias de vida.


Secretário Regional, Beto Comazzetto, analisa as
instalações ao lado do diretor do presídio, Rovílio Ficagna

Cada setor visitado tinha uma explicação de Ficagna sobre a atual situação, com destaque para a alimentação. “Atualmente não tem faltado comida no presídio”, disse o diretor.

Ficagna fez questão de ressaltar quem são os detentos que ali estão hoje. “A maioria das pessoas que estão aqui hoje, quando estavam fora estavam trabalhando e levando uma vida normal, ao contrário do que a sociedade pensa, dizendo que eram desocupados. Estão aqui porque fugiram a lei, e em muitas vezes por problemas familiares, e não por serem pessoas ruins”, enfatizou.

Atualmente, no Presídio Regional de Caçador estão detidos 155 homens e 19 mulheres. Desses, 80 homens e nove mulheres são condenados, o restante estão provisoriamente.

O secretário regional também pode ver algumas reformas que estão sendo feitas no local, como o aumento na altura dos muros e instalação de cerca elétrica nos mesmos, para aumentar a dificuldade de possíveis tentativas de fuga.

Ao final, Comazzetto conheceu a fábrica de reciclagem de plásticos, onde 21 detentos trabalham na separação de plásticos brancos e coloridos, ganhando 20 centavos por quilo separado. “Neste setor só trabalha quem realmente se adapta, pois já tivemos pessoas que aqui estão e não trabalhavam direito. Esses 21 que trabalham na reciclagem no momento, gostam do serviço, e ainda por cima, às vezes descobrimos neles aptidões que podem ser usadas fora daqui. Então quando estão prestes a serem liberados, até mesmo ajudamos a inserir no mercado de trabalho”, declara Ficagna, ressaltando que todos devem ter direito a mais uma oportunidade.

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