A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira foi marcada pela instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, que irá investigar quatro possíveis irregularidades envolvendo funcionários públicos da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social.
São elas: desvio de recursos públicos referentes ao PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), desvio de recursos públicos referentes ao Bolsa Família, má utilização de recursos públicos referentes a distribuição de cestas básicas e emissão fraudulenta de passagens rodoviárias.
As possíveis fraudes chegaram até a Câmara através de uma denúncia anônima. Segundo o presidente da Câmara, Marcos Creminácio (PT), os indícios são claros e levam a crer que há irregularidades. Creminácio ainda lembrou que a CPI é uma ferramenta de esclarecimentos. “A função da CPI é investigar e depois cabe a justiça julgar”, disse. O caso está sendo investigado também pela Polícia Civil.
A CPI terá como membros os vereadores, Fernando Scolaro, que embora sem partido foi indicado pela bancada da oposição, Jorge Savi (PPS), representando a minoria, e Itacir Fiorese no lado da situação.
Fernando Scolaro e Jorge Savi completam a comissão da CPI
Vereador da base governista, Itacir Fiorese, só aceitou
fazer parte da comissão caso as denúncias forem
encaminhadas a ele antes de começar as investigações
Em primeiro momento a bancada que dá sustentação a atual administração municipal não chegou a um consenso de um representante. Neste caso, o presidente da Câmara, Marcos Creminácio (PT) indicou o vereador Fiorese para compor a comissão. “Só aceito fazer parte se a denúncia chegar nas minhas mãos antes de começar os trabalhos da CPI”, afirmou. O prazo para as investigações e um primeiro posicionamento da comissão é de 120 dias.





