O resultado das eleições eleva a preocupação do setor industrial catarinense com a atual trajetória das contas públicas e a grave situação fiscal que o Brasil enfrenta. A intensificação de gastos extraordinários e a ampliação de compromissos assumidos ao longo do período eleitoral tendem a pressionar ainda mais o equilíbrio macroeconômico, com potenciais reflexos na inflação, no custo do crédito e na atratividade para novos investimentos.
Para que o setor produtivo possa gerar empregos e renda, é imprescindível que o governo federal adote, com urgência, uma agenda de rigoroso controle de despesas, responsabilidade fiscal e previsibilidade jurídica.
A Fiesc também considera fundamental que no novo mandato, o presidente oriente uma política industrial efetiva, capaz de reindustrializar o país e reverter a falta de competitividade do setor. O atual modelo favorece a importação de produtos acabados, enquanto a produção local não tem condições isonômicas para fazer frente à concorrência internacional.
A Federação espera que os representantes eleitos pelo estado, especialmente os mais próximos do Executivo, atuem para corrigir as graves deficiências de infraestrutura que SC enfrenta, especialmente nas rodovias federais.
Apesar do cenário desafiador, a indústria de Santa Catarina é movida por uma vocação histórica de resiliência e trabalho duro. Ao longo de sua trajetória, o empresariado e os trabalhadores catarinenses demonstraram capacidade ímpar de superar crises, reinventar negócios e manter a produtividade mesmo nos momentos mais adversos.
Confiante nessa força transformadora e no espírito empreendedor do nosso estado, a Fiesc manterá os canais abertos de diálogo institucional para defender as reformas necessárias e a busca por um ambiente competitivo e sustentável para a indústria e para o Brasil.
Gilberto Seleme, presidente da Fiesc






