A Vigilância Epidemiológica de Caçador adquiriu essa semana
três novos pulverizadores para uso das equipes da Vigilância Epidemiológica. Os
novos equipamentos ampliam as ações de prevenção e controle do Aedes aegypti,
mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika.

Os equipamentos reforçam as atividades de campo e permitem
ampliar as ações de borrifação e de BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar),
realizadas conforme a avaliação técnica das equipes.
A BRI pode ser realizada em locais de grande circulação de
pessoas e considerados prioritários para o controle do vetor, como escolas,
creches, unidades de saúde, prédios públicos, rodoviárias e outros espaços
coletivos. A definição dos locais é feita a partir do monitoramento e da
avaliação de risco.
Outros focos das ações são realizados em pontos
estratégicos, onde há maior possibilidade de apresentar recipientes que
acumulam água e podem favorecer a proliferação ou dispersão do mosquito.
Exemplos incluem borracharias, depósitos de pneus, ferros-velhos, depósitos de
sucata, cemitérios, oficinas e pátios.
Caçador também utiliza ovitrampas como ferramenta de
monitoramento da presença do Aedes aegypti. Os equipamentos auxiliam na
identificação de áreas com maior atividade do mosquito e contribuem para
direcionar as ações de controle. Segundo a coordenadora da Vigilância
Epidemiológica, Nara Tescke de Castilho, as ações realizadas no município fazem
parte de um trabalho contínuo de monitoramento e prevenção.
“A aquisição dos três novos pulverizadores representa um
reforço à estrutura utilizada pelas equipes de agentes de endemias e amplia a
capacidade de atuação nas ações de controle do vetor”, destaca.
A coordenadora reforça que o combate ao Aedes aegypti
depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de
possíveis criadouros e a colaboração com os agentes durante as visitas são medidas
fundamentais para reduzir a presença do mosquito e prevenir a ocorrência de
dengue, chikungunya e Zika em Caçador.
A partir das informações coletadas, as equipes conseguem
concentrar os trabalhos nos locais que demandam maior atenção, tornando as ações
de campo mais direcionadas. As equipes também realizam inspeções, identificam
possíveis criadouros, orientam os responsáveis, acompanham as condições do
território e adotam medidas de controle de acordo com os riscos identificados.
Cuidados previnem doenças
A prevenção também depende dos cuidados adotados diariamente
pela população. O Aedes aegypti deposita seus ovos em recipientes que podem
acumular água, por isso a eliminação desses pontos é uma das principais formas
de reduzir a proliferação do mosquito.
Entre as medidas recomendadas estão manter caixas d’água,
tonéis e outros reservatórios devidamente tampados; eliminar água acumulada em
vasos de plantas, pratos, pneus e recipientes; manter calhas limpas; guardar
garrafas e outros objetos de forma que não acumulem água; manter piscinas
tratadas; limpar ralos e mantê-los protegidos; além de manter quintais e
terrenos limpos.
Também é importante permitir o acesso dos agentes de
endemias aos imóveis durante as visitas de inspeção e seguir as orientações
repassadas pelas equipes.