O sistema antigranizo, com 30 geradores mantidos pela Prefeitura de Caçador, ajudou a minimizar os impactos do temporal na tarde desta terça-feira, 27. Mesmo assim, propriedades da Linha Rio Bugre registraram chuva de pedra e estragos em pomares e lavouras.
Os prejuízos ainda são avaliados, mas há registro de perdas significativas em pomares de pêssego, ameixa, maçã e uva, frutas que estavam prestes a ser colhidas. E ainda em lavouras de hortaliças em geral como cebola, tomate, pimentão, milho, soja, entre outras.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Caçador e região, Ezequiel Pirolli, afirma que as localidades afetadas foram Rio Bugre, Serra Azul e Taquara Verde.
“Pedimos que as autoridades façam alguma coisa pelos agricultores que mais uma vez enfrentam essa dificuldade das intempéries climáticas”, disse Pirolli.
O coordenador da Defesa Civil, Sérgio Elói Bisotto, afirma que o antigranizo ajudou diminuir a intensidade do fenômeno, mas que o ideal era o funcionamento do sistema em toda a região.
“Sabemos que na divisa de Calmon há um problema e estamos procurando a solução, porque o Estado não passou os recursos para outros municípios. O ideal é que o sistema cobrisse toda a região”.
Os agricultores que tiveram perdas devem procurar a Defesa Civil para registro oficial da situação, com o objetivo de facilitar os laudos para acionar o seguro agrícola.
Nuvem carregada
Segundo João Rolin, meteorologista responsável pela empresa que atua com o sistema antigranizo, a nuvem que atuou sobre Caçador era ainda maior do que a que causou granizo intenso em Rio das Antas.
“Essa nuvem tinha 74 quilômetros de comprimentos por 42 de largura, e 15 quilômetros de altura. E o sistema ajudou a diminuir a intensidade do granizo, mesmo que ele tenha ocorrido a partir da divisa com Calmon onde a área não é 100% coberta”.












