Faleceu na noite deste domingo, 6, no hospital Maicé de Caçador, por volta de 21h30, o ex-prefeito de Fraiburgo, Edi Luiz de Lemos, aos 74 anos.
Ele havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2020, que deixou algumas sequelas. Neste ano teve outro AVC e foi infectado pelo Covid.
Depois das doenças, não podendo se locomover com outrora, como gostava de fazer, tornou-se assíduo frequentador das redes sociais, interagindo com a população.
Referência política no município, foi eleito prefeito por dois mandatos, exercendo o cargo de 1997 a 2004. Na primeira eleição concorreu pelo PDT em coligação com o então Partido Liberal (PL), que mudou de nome algumas vez e voltou a nomenclatura original. Na reeleição, concorreu pelo PPB em coligação com o PSDB. O PPB era o antigo PDS, que também já teve o nome de PPR, depois PP, hoje, Progressistas.
Ao todo, participou de seis eleições como candidato, venceu duas, em 1996 e 2000. Foi candidato a prefeito em 1988; candidato a vice-prefeito em 1992; candidato a prefeito em 2016 e candidato a prefeito em 2020.
O prefeito de Fraiburgo, Wilson Ribeiro Cardoso Junior, decretou luto oficial no município por três dias. O ex-prefeito, será velado na Câmara de Vereadores das 12 às 14 horas. Logo após, o corpo será sepultado no Cemitério Municipal de Fraiburgo.
Muito popular entre a população mais humilde, era chamado de "Pai dos Pobres", pelo carinho com que tratava a população carente.
Um dos retratos populares de suas gestões, era o atendimento popular que fazia nas tardes de quartas-feiras, no hall da Prefeitura de Fraiburgo. Pedia duas garrafas de café, sentava na cadeira da recepcionista e ali atendia a população, que nem sempre cabia no local, mandando bilhetes para os secretários e assessores atenderem, acionando sua equipe por telefone e pedindo providências imediatas para resolver os problemas da população. Ia de atendimento à pedidos comunitários, pedidos pessoais e até conselhos, chegando a unir casais em via de separação.
Não rara vezes, ia ao bairro São Miguel, onde instalou uma sub-prefeitura informal, para atender a população daquele bairro, que há época era maior do que 68 cidades catarinenses.






