3 de outubro de 2026
Estiagem

Epagri/Ciram prevê mês de fevereiro mais chuvoso do que janeiro em SC

Apesar das precipitações superarem as de janeiro, chuvas ainda permanecerão abaixo da média histórica para o mês em SC

Por Caçador Online

Os catarinenses verão mais chuvas em fevereiro do que em janeiro. Isso porque, encerrado o bloqueio atmosférico que influenciou o tempo no mês anterior, as frentes frias poderão entrar novamente em Santa Catarina. O novo “ingrediente” permitirá que as chuvas sejam mais abrangentes – o território atingido será um pouco maior.

Entretanto as chuvas previstas ainda estão abaixo do que se costuma registrar nos meses de fevereiro, detalha o meteorologista Clóvis Corrêa, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Ciram).

As “chuvas de verão” permanecerão: irregulares, mal distribuídas e caindo principalmente no período da tarde. “É aquela chuva forte que caí naquele local, região e dia. E depois passa um tempão sem ocorrer”, ilustra o meteorologista.

A novidade é o “deslocamento de frentes frias no litoral catarinense, cavados (áreas alongadas de baixa pressão), convecção da tarde, com pancadas localizadas e de curta duração, com maior frequência entre a tarde e noite, e por vezes na madrugada”, detalha a previsão da Epagri.

Precipitações previstas por região

Segundo o órgão, a chuva deve ocorrer com maior frequência no Litoral, Vale do Itajaí e Norte do Estado. Isso “devido à circulação marítima (transporte de umidade do mar para continente) e a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema responsável por chuva principalmente no centro e sudeste do Brasil”.

Planalto e Serra: média prevista de 150 a 170 mm;

Oeste, Meio-Oeste e no Litoral: média prevista 190 a 210 mm;

Catarinenses devem ficar atentos aos boletins

Devido a alta incidência de temporais com raios, granizo e ventania, a Epagri/Ciram recomenda que os catarinenses acompanhem diariamente os boletins e informações disponibilizados.

“Tem muita instabilidade, é necessário olhar com frequência. Chuvas pontuais conseguimos prever com no máximo 48h de antecedência”, pontua Corrêa.

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