3 de outubro de 2026
Covid

Estudo internacional aponta aumento de casos no mês de fevereiro

Projeções de centro de pesquisa ligado à Universidade de Washington usam dados no comportamento mundial pandemia

Por Caçador Online

A alta de casos ativos de Covid-19 nas primeiras semanas de janeiro deixou Santa Catarina em alerta. Mas ainda não acabou: o próximo pico da pandemia no Brasil está próximo, segundo projeções de um centro de pesquisa global ligado à Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Os estudos do The Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) apontam que o Brasil e Santa Catarina devem enfrentar uma nova onda em meados de fevereiro.

Apesar de existirem muitas variáveis, como a porcentagem de pessoas usando máscara corretamente e a taxa de cobertura vacinal, é possível dizer que a previsão pode se concretizar, segundo a epidemiologista e professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) Fabiana Schuelter Trevisol.

“É difícil predizer com exatidão. Contudo, a exemplo de outros países, é possível sim que tenhamos o ápice durante fevereiro, com queda dos índices nos meses seguintes”, afirma.

No site do instituto, o cenário da pandemia no Brasil e Santa Catarina pode ser visto até maio. Conforme a professora, também é possível que a pandemia perca força depois da próxima onda, mas “é necessária alta taxa de cobertura vacinal mundial para evitar o surgimento de novas cepas”.

Além disso, a periodicidade das doses de reforço contra a Covid-19 ainda deve ser estudada.

Novas variantes

A probabilidade de novas variantes de preocupação surgirem neste ano é uma “pergunta para qual não há resposta”. Segundo a epidemiologista, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que muitos países estão com baixos índices de vacinação, o que contribui para que a pandemia se perpetue.

A profissional reforça que enquanto não houver cobertura vacinal elevada em todos os países, o fim da pandemia pode atrasar.

“De todo modo, tudo leva a crer que teremos que continuar convivendo com a Covid-19, talvez do mesmo modo que convivemos com a Influenza. A vacinação vai garantir que se torne endêmica, com poucos casos graves e óbitos anuais”.

Com informações: ND+


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