A mulher contestada, esquecida no tempo e no espaço ganhou nome e sobrenome e será honrada junto aos seus antepassados no 2º Congresso Nacional do Contestado. Maria Ninguém será apresentada na voz da cantora caçadorense, Rafaela Ventz, às 14h, durante pré-lançamento nesta quinta-feira, 26. A transmissão será pelo Youtube, às 14h, no canal do IFC/Campus Videira e às 20h, no canal da artista.
De acordo com Rafaela, ainda fazem parte do projeto mais cinco vídeos, também em audiovisual com acessibilidade em Libras, que propõe a difusão do tema “Guerra do Contestado e suas consequências para a população da região do Contestado”. As Contestadas, e suas herdeiras, sofrem o preconceito ainda hoje, principalmente com a violência doméstica. Por isso, o projeto tem o objetivo de reconhecer a trajetória dessas mulheres por muito tempo contestadas, seja de existência, seja de significado.
A desvalorização da mulher, uma herança cabocla da região do Meio-Oeste catarinense, que um século depois ainda grita por um novo significado, foi traduzida em música. As canções fazem parte das atividades de divulgação, promoção, debate e popularização das ações e pesquisas desenvolvidas sobre a região do Contestado, onde ocorreu a Guerra do Contestado, entre os anos de 1912 e 1916.
Quem é Maria Ninguém
Maria Ninguém é uma composição de William Peres e Duda Nascimento, o arranjo musical de Jacson Araújo, e concebida pela cantora Rafaela Ventz, através do Projeto Contestadas – Da Participação Feminina na Guerra do Contestado a Herança Cabocla na Região do Meio-Oeste catarinense, contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle 2020.
“A Maria Ninguém nasceu do combate às desigualdades históricas e da ânsia de valorizar a identidade de uma população que até hoje sofre os resquícios da Guerra do Contestado”, explica Rafaela, destacando uma das razões pelas quais o Contestado é atualmente a região com maior desigualdade socioeconômica do estado.
Acesso em setembro
Em setembro, com data ainda a definir, as obras serão disponibilizadas no YouTube, Vimeo; redes sociais como Facebook e Instagram, e demais plataformas disponíveis de exibição de vídeos e de música, como Spotify, Soundclound, Amazon Music, Deezer e Google Play, entre outras.
Todos os arquivos digitais das obras realizadas pelo projeto serão fornecidos à Fundação Catarinense de Cultura (FCC), para a utilização em sua rede de distribuição de bens culturais do estado de Santa Catarina. Todos os vídeos produzidos terão acessibilidade em Libras.








