4 de outubro de 2026
Sangue

Projeto Doe Vida é apresentado aos vereadores de Caçador

O autor do projeto, Pedro da Costa Nogueira, explicou o assunto na Câmara

Por Ascom Câmara

Um projeto que está sendo desenvolvido pelo estudante de engenharia de produção do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC Caçador), Pedro da Costa Nogueira, em parceria com a mentora e docente do Instituto, Anna Carolina de Oliveira Mendes, denominado “Doe Vida”, busca coletar dados e apoio da comunidade para possível instalação de um hemocentro em Caçador, visando estimular a doação de sangue e aumentar a coleta para atender principalmente a nossa região.

A proposta foi apresentada aos vereadores caçadorenses pelo estudante Pedro Nogueira durante o uso da Tribuna Livre na sessão ordinária desta terça-feira (19). Segundo ele, a iniciativa conta com a parceria de várias entidades locais e do poder público municipal que, no decorrer do projeto, se engajaram na causa.

O estudante, que é natural de São Paulo e era doador de sangue no seu estado, conta que chegou a Caçador no início do ano passado para estudar no IFSC e observou que o Município não conta com estrutura para coleta e distribuição de sangue. A partir daí, e com o auxílio da bolsa lançada pela Pró-Reitoria de Extensão e Relações do IFSC (PROEX), começou a pensar em possibilidades que contribuíssem para mudar a realidade.

“Inicialmente o objetivo era criar uma conscientização maior nas pessoas sobre a importância de ser dadores e trazer alguma campanha para a cidade, mas na medida em que o projeto foi avançando observamos a necessidade de ampliar o horizonte e tentar algo a mais. Buscamos conhecer os hemosc do Estado, especialmente os de Blumenau e Joaçaba, que fornecem sangue para Caçador e a região”, explica.

A partir de então, a dupla começou a pesquisar e planejar ações que envolvesse a comunidade. Dez mil unidades de um panfleto produzido por enfermeiros locais e contendo questionário com dez perguntas foram confeccionadas e distribuídas em pontos estratégicos de Caçador, visando coletar dados a respeito. Deste total, dois mil já retornaram aos pesquisadores, sendo 1072 já computados até o momento.

“A meta é termos em mãos pelo menos quatro mil questionários, já que o projeto ainda está em andamento. Através das respostas, estamos computando o nível de escolaridade, o tipo sanguíneo das pessoas para efetuarmos um cadastro, qual o melhor período para a estrutura atender os possíveis doadores e o apoio à criação do hemocentro, que conta até o momento com a aprovação de 99,3% dos entrevistados”, afirma, destacando ainda o apoio dos postos de saúde neste trabalho.

Outro fator importante perguntado é sobre o interesse das pessoas se tornarem doadores de sangue. Pedro explica que o resultado parcial identifica que 91% tem este desejo. Os demais justificam que não doam porque não há a estrutura para isso.

“Hoje o grande problema é a distância para a pessoa se tornarem doadoras, precisando se deslocar para Joaçaba e lá permanecer por algumas horas para efetivar a ação. A falta de um hemocentro mais próximo gera riscos à nossa população, especialmente em situações de emergência. Penso que essa é uma luta de todos e quanto mais pessoas estiverem engajadas, maior a possibilidade de este sonho ser concretizado”, finaliza.

A iniciativa foi enaltecida pelo Presidente do Legislativo, Alcedir Ferlin, e pelos Vereadores Cleony Figur e Paulo Jarschel, que se colocaram à disposição para auxiliar.

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