Cerca de 50 moradores de alguns bairros de Caçador realizaram na tarde desta terça-feira, 27, um protesto em frente à Casan, a atual concessionária de água e esgotamento sanitário no município. Os manifestantes reclamam da constante falta de água.
Adelar da Silva, que mora no bairro Industrial, é um dos indignados com o sistema. “Lá não tem água. É direto. Eu penso que, caso a Casan não queira fornecer o serviço, que dê o lugar para quem queira. Parem de furtar a gente! Minha fatura esse mês deu mais de R$ 180,00. Para onde foi essa água que ninguém usou?”, reclama.
Mesmo com a corriqueira falta de
água, a fatura de Adelar foi de R$ 183,00
Outro manifestante, Jeferson Leite, reclama que no bairro Martello é um dos principais lugares que estão sofrendo com a falta corriqueira de água. “Três dias sem água é complicado. Chegamos do trabalho em casa, cansados, suados, loucos por um banho, sendo que nem escovar os dentes conseguimos”, disse.
A Polícia Militar se fez presente no protesto em frente à Casan porque houve um princípio de tumulto no local. Segundo informações, um funcionário da empresa teria tentado impedir um repórter de registrar imagens. A PM não interveio na manifestação, que ocorreu normalmente.
Os manifestantes saíram do local por volta das 15h e seguiram em direção ao Ministério Público, onde irão apresentar reclamação contra a Casan.
Grande vazamento pode ser o problema
A gerente da agência local da Casan, Dirlete Théo, assegurou que todas as medidas estão sendo tomadas para resolver o problema de falta de água.
“Acabei de falar com o responsável da parte operacional, que está analisando a água nesses bairros afetados. Ele disse que, alguns pontos, a água chega normalmente, mas em outros não. Por isso, presumimos que tenha um vazamento muito grande. Talvez consigamos consertar ainda hoje”, disse em entrevista à Rádio Caçanjurê.
Dirlete está em Chapecó, onde se reúne com responsáveis da regional para buscar soluções. “O verão vem se aproximando, e isso gera mais consumo de água. Também estamos com efetivo baixo, e já pedi mais funcionários para a parte operacional”, acrescenta.





