3 de outubro de 2026
Vídeo

Multidão acompanha procissão de Corpus Christi em Caçador

A celebração foi presidida pelo bispo diocesano Dom Severino Clasen

Por Caçador Online

Mesmo sem os tradicionais tapetes de serragem, a procissão de Corpus Christi atraiu uma multidão no centro de Caçador. Milhares de fiéis participaram da celebração da Igreja Católica realizada na tarde desta quinta-feira, 31.

Os religiosos se concentraram em frente à praça Nossa Senhora Aparecida, onde foi celebrada uma Missa às 15h. Em seguida, os católicos seguiram em procissão acompanhando o corpo de Cristo até a Catedral São Francisco de Assis.

O bispo Dom Severino Clasen, que conduziu a solenidade religiosa, comenta que Corpus Christi visa celebrar o mistério da Eucaristia, que é o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Na homilia, ele falou sobre temas da atualidade, como corrupção e a exploração do povo pelos governantes.

“Não devemos entrar na onda do ódio. Devemos nos manter unidos, tal como o povo hebreu, que foi escravo do Egito, mas Deus desceu, viu a opressão do povo e o libertou. Para isso é preciso que nós ouçamos a voz de Deus. É esta força que deve comandar, e não as forças externas que levam à divisão, miséria, violência e corrupção. Mas não queiram combater os corruptos se nós também somos. Ou nós sejamos firmes, fiéis, autênticos, coesos com o Evangelho, ou fomentaremos as guerras entre nós e teremos um país violento. É preciso se voltar à força da oração, unidos, e buscar as fontes da verdade”, disse.

Saiba mais

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Sem tapetes

As comemorações de Corpus Christi não tiveram a confecção dos tradicionais tapetes de serragem. O motivo é a necessidade de limpeza das ruas após a procissão, trabalho normalmente executado pela Prefeitura. Neste ano, numa iniciativa que visa resguardar combustível para as atividades essenciais, a Igreja opta por não realizar a intervenção, que demandaria uma ação que, em condições normais, é de simples resolução por parte dos órgãos municipais. Nesta oportunidade, o trabalho pode acabar gerando consumo que poderia ser necessário em outras áreas.

Mais notícias