Uma nova manifestação contra a reforma da previdência está marcada para acontecer na próxima segunda-feira, 19, no município de Caçador. O protesto é aberto à comunidade e faz parte da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais em todo o País. O ato será realizado no Largo Caçanjurê, no Centro, com início às 9h.
A manifestação ocorre até o meio-dia e contará com discursos de lideranças, panfletagem e cartazes. Também está confirmada a presença de lideranças de outros municípios, como Lebon Régis e Fraiburgo.
O sindicalista Valmor de Paula explica que o objetivo do protesto é pressionar os deputados para que não aprovem a reforma. Ele contraria o discurso do Governo de que a previdência é deficitária.
“Pelo contrário, ela é superavitária, e quem dizem isso são autoridades e especialistas no assunto. O principal objetivo do governo é que o povo desista da previdência pública e se aloquem nos planos privados. O governo quer transferir esta responsabilidade para os bancos privados”, disse.
Outro discurso é que a reforma trabalhista vai aumentar a informalidade, e assim a previdência deixará de arrecadar.
“Se você eleva para 65 anos a idade mínima para se aposentar, isso desmotiva os jovens de hoje, que não irão mais querer contribuir. A reforma da previdência acaba com a previdência. E ela não mexe com os privilégios do Poder Judiciário, Legislativo e dos militares”, acrescenta Valmor.
Para mais informações sobre o movimento, acesse: www.cut.org.br
Sinte convoca magistério
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) convoca o magistério a participar do ato na próxima segunda-feira, 19. No Estado, o sindicato quer paralisar as atividades durante todo o dia. Em Caçador, segundo a coordenadora municipal do Sinte, Valmira Moriggi, não haverá paralisação, apenas o protesto.
Outro lado da moeda
Campanhas do Governo Federal dizem que a reforma traz benefícios. Segundo elas, as despesas do INSS estão em torno de 8% do PIB e, se nada for feito, as projeções para 2060 apontam que o percentual deve chegar a 18%, índice que inviabilizaria a Previdência.
No ano passado, o déficit do RGPS (coberto com recursos da Seguridade Social – da qual a Previdência faz parte) chegou perto de R$ 150 bilhões. A despesa cresce mais se forem adicionados os benefícios pagos aos servidores públicos da União, estados e municípios. Em 2016, somente o déficit do Regime Próprio dos Servidores da União (civis e militares) passou de R$ 77 bilhões.
O objetivo da reforma, além de garantir sustentabilidade ao sistema, é promover a equidade entre os regimes dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos.
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