A empresa Lacticínios Tirol LTDA, com sede em Treze Tílias, enviou esclarecimentos a respeito de uma notícia divulgada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul nesta semana. A matéria, que foi amplamente propagada, afirma que a Tirol havia sido condenada por “vender produtos com formol e álcool”.
Em sua defesa, a empresa alega que não foi intimada da sentença. Afirma, ainda, que todo o processo gira em torno de leite cru que sequer foi internalizado, e que não houve “comercialização de produtos lácteos contendo formol e álcool etílico”, conforme consta na matéria publicada.
As informações são do Diretor de Política Leiteira e Expansão, Valter Brandalise, da empresa Tirol, que enviou um áudio esclarecendo o assunto.
Leia o pronunciamento:
“Em nome da diretoria executiva do Lacticínios Tirol, agradecemos o espaço para esclarecimento sobre as publicações divulgadas a respeito da Tirol, diga-se de passagem, bastante distorcidas.
Esse processo vem se arrastando desde 2013 quando o Ministério Público do Rio Grande do Sul propôs um Termo de Ajuste de Conduta onde previa que a Tirol deveria pagar indenização.
Essa discussão foi sobre o leite do campo não internalizado pela empresa, ou seja, que não passou nos teste de qualidade, que foi descartado. Você somente concorda com algum ajuste de conduta se você deve alguma coisa. Entendemos não ser o caso.
Não há nada de fraude. Em uma indústria que trabalha com um grande número de produtores, transportadores, situações impontuais ocorrem mesmo. Mas nada relacionado a fraude. Nunca compactuamos com isso. Temos uma equipe técnica muito grande trabalhando na qualidade do leite, melhorando o produtor, fiscalizando o processo. São postos e indústrias equipadas com alta tecnologia para detectar possíveis problemas e agir nas soluções.
A nossa bandeira sempre foi e sempre será a defesa do nosso consumidor. Segurança alimentar para nós é tudo. A marca é a nossa maior bandeira e vamos defender com muito trabalho, respeito ao consumidor e à sociedade.
O processo vem desde 2013. Há quatro anos a Justiça não tem provas que a Tirol levou aos consumidores algum produto fraudado. Se tivessem convencido já teríamos sido condenados há muito tempo atrás, como muitas outras indústrias foram.
O próprio juiz, na sentença, deixa claro que em nenhuma análise de produto final foi detectado algum problema. Mas como está na moda condenar antes do julgamento, aplicaram esta referida sanção.
Já o Ministério Público, em sua nota, distorceu ainda mais os fatos falando em fraude em produto final, sendo que não tem nenhuma prova disso.
A Tirol vai continuar defendendo a sua posição em todas as instâncias e vamos até o Supremo Tribunal de Justiça (STF), se for o caso.
Temos o direito de não assumir uma dívida que não é nossa. No Brasil, infelizmente se parte do pressuposto que todo mundo é culpado, antes do direito de ampla defesa.
Queremos tranquilizar os nossos consumidores que os nossos produtos são seguros e continuarão sendo seguros, e que apesar de todos os problemas de credibilidade enfrentados pelo país, nunca deixaremos de lutar por nossos direitos, de respeitar os nossos consumidores e de acreditar em nosso trabalho”
Valter Brandalise
Diretor de Política Leiteira e Expansão






