Um paciente que precisou de atendimento no hospital Jonas Ramos ficou sem remédio em razão de a receita médica ter sido escrita de forma ilegível. André Fernando, de 19 anos, procurou a farmácia do SUS e outras quatro farmácias particulares nesta segunda-feira, 29, porém ninguém conseguiu identificar o nome do medicamente receitado.
O jovem disse que procurou o Pronto Atendimento na sexta-feira em razão de fortes dores pelo corpo. O médico escreveu a receita à mão e assinou. Hoje, o paciente procurou as farmácias, mas não obteve êxito na obtenção do medicamento por causa da letra ilegível.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o Pronto Atendimento opera com o sistema WinSaúde, que emite receitas impressas. A ordem é para que todos os médicos operem pelo sistema. “Quem estiver confeccionando as receitas à mão, não está seguindo a nossa orientação”, destaca o secretário Ademar Schmitz, que irá averiguar esta situação.
Lei municipal trata o assunto
Em Caçador, completou 7 anos neste mês a lei municipal que prevê a obrigatoriedade de expedir receitas médicas odontológicas digitadas, datilografadas ou escritas manualmente em letra de forma. O objetivo é evitar casos como de André, além de evitar uma possível interpretação errada do nome do remédio, o que pode gerar um risco muito grande à saúde dos pacientes.






