O número de pessoas que vivem com depressão, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. E para abordar o tema, a Unimed Caçador e a Prefeitura Municipal, através da Secretária de Saúde, organizaram um encontro na tarde de sexta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, que contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Dr. Ademar Schmitz e servidores da área da saúde.
O evento abriu com a palestra das psicólogas Carla Siqueira e Carol Maltauro Wechorkowski, que falaram sobre os hábitos e pensamentos que mantemos, e como lidar com as frustrações “A depressão é social e a pessoa precisa aprender a se enxergar, se aceitar para poder aceitar o outro”, explica Carla.
Carol, que é especialista em Avaliação Psicológica, afirma que a pessoa depressiva muda a fisionomia e para vencê-la além de terapia e, algumas vezes medicamento, requer atitude. “Todos os dias quando acordamos, vestimos a nossa roupa de viver e muitas vezes ficamos sequestrados de nós mesmos, não dando destino à nossa ausência. Por isso na maioria das vezes depende de nós ficar bem e não do outro”, ressalta.
A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença em todo o mundo. No Brasil, a patologia atinge cerca de 11,5 milhões de pessoas.
O órgão alerta ainda que a depressão figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta. De encontro a esta informação médico cooperado Nelson Dallagnol de Souza elucidou o tema com a palestra “Síndrome de Burnout – esgotamento profissional”, a doença do desgaste ocupacional e pressão dentro do ambiente de trabalho. “Esta síndrome acontece quanto a pessoa atinge uma exaustão física e emocional incontrolável, através de pressão constante, situações estressantes, principalmente em profissionais que mantêm contato próximo com outros indivíduos, entre eles o público presente, profissional da saúde”, destaca.
Além dos sintomas físicos e emocionais, o médico afirma que a síndrome altera o comportamento do indivíduo, deixando-o mais crítico e ríspido. “O sujeito passa a ter baixo rendimento pessoal, surgindo a incapacidade de concentração, impaciência, intolerância, agressividade, seguido de maior consumo de café, álcool e remédios”.
Dr. Dallagnol assegura que existe prevenção para a doença quando os agentes estressores são identificados. “A pessoa deve priorizar as tarefas mais importantes no decorrer do dia, não sobrecarregando suas demandas; cuidar da sua saúde, reservando um espaço para uma atividade física e em momentos de descontração e lazer não mencionar assuntos relacionados ao trabalho”.
O tratamento da Síndrome de Burnout é essencialmente psicoterapêutico, mas em alguns casos pode-se lançar mão de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos, para atenuar a ansiedade e, no caso medicamentoso, a prescrição feita por médico especialista.
O encontro encerrou com o depoimento e apresentação artística da cantora e instrumentista Rafaela Ventz.









