3 de outubro de 2026
Doença degenerativa

Caçadorense vive angústia à espera de cirurgia

A demora pode colocá-la numa cadeira de rodas. Estado não cumpre ordem judicial

Por Caçador Online

Nem mesmo uma determinação judicial é suficiente para que o Estado custeie a cirurgia que tanto precisa a caçadorense Solange Aparecida dos Santos, de 35 anos. Um acidente de trabalho ocorrido há cinco anos lhe causou uma doença degenerativa e desde então ela corre contra o tempo para fazer o procedimento. A demora pode colocá-la numa cadeira de rodas, além de estender o sofrimento.

Segundo a paciente, em novembro do ano passado a juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini expediu uma liminar ordenando que o Estado promovesse a cirurgia em até dez dias. Vários meses já se passaram e até agora nenhuma providência foi tomada pelo Governo.

“Já nem sei o que fazer mais. Quem tem dor, tem pressa. Todos os médicos que eu passei, em Joinville, Florianópolis e Caçador, disseram que o problema é muito sério. Eu posso deitar e não conseguir levantar mais. A cada dia estou perdendo mais os movimentos da perna esquerda”, desabafa Solange.

Um atestado médico de dois anos atrás já relatava a gravidade do problema. “A necessidade de tratamento com urgência deve-se à deterioração progressiva da função motora com o decorrer do tempo, e assim, aumento das sequelas motoras”, descreve o testado escrito pelo neurocirurgião Andrei Koerbel, de Joinville, no dia 15 de junho de 2015.

O médico foi convicto em dizer que, além da intensa dor que a paciente sente, resultando em um “imenso impacto negativo na qualidade de vida”, também há disfunção motora. Ou seja, Solange está perdendo o movimento da perna com o passar do tempo.

A caçadorense disse que procurou várias vezes o Ministério Público e o Poder Judiciário, porém a única resposta é que o processo está andando. Para fazer a cirurgia de modo particular, Solange precisaria de R$ 150 mil.

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