Cerca de 100 professores de pelo menos sete escolas da rede estadual aderiram à paralisação nacional em Caçador nesta quarta-feira, 15. O magistério realizou durante a manhã uma assembleia para debater a PEC 241 que prevê reformas na previdência e trabalhistas, motivo principal da greve.
Mais professores poderão aderiram à paralisação ainda hoje. Até agora, as escolas afetadas foram: Dom Orlando Dotti (com 28 professores em greve), Wanda Krieger, Paulo Schieffler, Dante Mosconi, Tomás Padilha, Santo Damo e Irmão Léo.
A mobilização foi articulada pelo Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação). A coordenadora em Caçador, Valmira Moriggi, destaca que o objetivo é alertar a população sobre a perda de direitos, cuja proposta do Governo afeta não somente os professores, mas toda a população.
“Mais uma vez queremos chamar a atenção da sociedade em relação à PEC 241. As perdas que teremos com a reforma da previdência e aposentadoria vão atingir não só o magistério. Por isso, nós, enquanto professores, nos sentimos na obrigação de alertar os demais trabalhadores”, observa.
Ela cita como exemplo o caso das mulheres, que atualmente podem se aposentar aos 50 anos de idade. “Agora vai aumentar para 65 anos. É muito tempo”, pondera.
Uma nova assembleia será realizada na sede do Sinte nesta tarde e irá definir, entre outros assuntos, o tempo de paralisação. Também à tarde acontece em Florianópolis a assembleia geral dos professores.






