3 de outubro de 2026
Lembranças

"Os dias nunca mais foram os mesmos", afirma viúva de Josué

Neste domingo, 11, completou um ano da morte do técnico do Kindermann

Por Caçador Online

"Como você faz falta aqui meu amor, os dias nunca mais foram os mesmos desde que você se foi, são de saudades e dor". Foi com essa reação que Marlei Cardoso, viúva de Josué Henrique Kaercher, se expressou na sua página do Facebook. A lamentação foi publicação neste domingo, 11, quando completou um ano de falecimento do técnico do Kindermann, brutalmente assassinado com um tiro no peito.

"O que eu me apego e me força são nas lembranças boas que vivemos, no nosso amor que era e sempre será lindo, na tua felicidade na alegria de viver. Sei que aonde você estiver sempre estará me amando e protegendo! Te amo eternamente, você faz muita falta", escreveu Marlei.

O crime

Por volta das 11h da manhã de sexta-feira, 11 de dezembro de 2015, Carlos Corrêa invadiu armado o Hotel Kindermann onde eventualmente estavam alguns membros da diretoria do clube de futebol feminino que levava o nome do hotel.

Na sala estavam o presidente Salésio Kindermann, o vice Richard Kindermann, o técnico da equipe, Josué Kaercher, além de outros funcionários.

Carlos chegou  no local uma sacola. Na sala de reuniões ele sacou um revólver, pegou uma garrafa de uísque, copo, gelo e cigarro. Ele tinha várias munições nos bolsos.

O homem passou a fazer ameaças e chegou a dizer que ninguém sairia vivo da sala. Ele tinha uma lista de nomes e pediu que mais pessoas ligadas ao clube fossem chamadas na sala.

Carlos efetuou um disparo contra Josué e atingiu o peito do técnico. Em seguida mirou contra o Richard e apertou o gatilho, mas a arma falhou. Neste momento, Richard entrou em luta corporal com o acusado e com a ajuda das demais pessoas conseguiu imobilizar o atirador.

O atirador alegava que o ato era um acerto de contas por ele ter sido demitido da equipe. Carlinhos treinou o time sub 17 no início do ano, mas foi desligado depois que fez uma viagem com a equipe bêbado.

Josué foi socorrido pelos Bombeiros Voluntários, mas morreu ao dar entrada no Hospital Maicé.

Carlos foi preso no local e encaminhado à Delegacia onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. A arma usada também foi apreendida. Em revista pessoal, foram encotradas mais 50 munições intactas.

Alguns dias depois do homicídio, o Kindermann anunciou o encerramento das atividades. Naquele ano, o time de futebol feminino de Caçador havia conquistado o título da Copa do Brasil.

Júri Popular

Calinhos, acusado pelo assassinato de Josué Henrique Kaercher irá a júri popular. A decisão foi do juiz da Vara Criminal da Comarca de Caçador, Rodrigo Dadalt que proferiu no dia 31 de agosto, sentença de pronúncia que submete a júri popular o réu Carlos José Corrêa. A data para o julgamento ainda não foi definida.

O acusado irá responder por cinco crimes: homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal e posse irregular de arma de fogo. Se condenado a pena máxima de cada um dos crimes, o réu pode pegar 67 anos de prisão.

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