3 de outubro de 2026
Dados

Quase 200 pessoas já foram diagnosticadas com HIV em Caçador

O número vem aumentando ano após ano, segundo a Vigilância Epidemiológica

Por Caçador Online

O número de pessoas soropositivas em Caçador vem crescendo ano após ano. Desde o primeiro caso notificado na década de 90, um total de 197 pessoas já foram diagnosticadas com HIV/Aids no município, segundo informações da Vigilância Epidemiológica de Caçador. Somente neste ano, até esta quarta-feira, 30, foram notificados 19 casos novos.

De acordo com o órgão, o primeiro registro que se tem foi em 1990 de um homem, e quatro anos depois surge o primeiro caso do sexo feminino. No ano passado, foram notificados 22 casos. A média de casos notificados nos outros anos foi de 12 casos por ano, oscilando entre 5 e 16 casos.

A enfermeira Paula Brustolin Xavier, da Vigilância Epidemiológica de Caçador, reforça a importância do diagnóstico da doença, cujo procedimento é simples, rápido e seguro de se fazer. Todas as unidades de saúde dispõem de testes rápidos, basta procurar um profissional de saúde ou um laboratório particular.

"Podemos inferir que o perfil epidemiológico do HIV/Aids em Caçador se assemelha aos demais municípios do interior de Santa Catarina e continua crescendo. Sabemos que existem casos que precisam fazer o diagnóstico, mas que certamente já estão contaminados. Quando nos referimos a categoria de transmissão o predomínio está nos heterossexuais, havendo um aumento nos homoafetivos", pondera.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids. Dessas, cerca de 112 mil não sabem que estão infectados. Do total de pessoas soropositivas identificadas no país, 372 mil ainda não estão em tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas.

Transmissão de mãe para filho

No caso de transmissão vertical (de mãe para filho), Caçador em todos esses anos teve o registro de 5 casos. Pode-se afirmar que a terapia antiretroviral, quando a mãe faz de forma correta e bem conduzida durante o nascimento da criança, as chances de nascer sem o vírus é bastante grande.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a taxa de detecção da Aids em menores de 5 anos caiu 36% nos últimos seis anos no Brasil, passando de 3,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2010 para uma taxa de 2,5 casos em 2015.

Como se prevenir, segundo a enfermeira Paula Brustolin Xavier

  • Dialogar mais, principalmente nas famílias, pais e filhos (fundamental). Que seja falado sobre sexo e como fazer de forma segura e consciente.
  • Evitar múltiplos parceiros (as) e ter respeito com o nosso corpo.
  • Sempre, em todas as relações sexuais usar o preservativo (masculino ou feminino)
  • É importante que as pessoas façam o exame e saibam da sua condição sorológica, uma vez que quanto mais precoce for realizado o diagnóstico, permite a imediata aplicação de ações de saúde que vão manter a qualidade de vida da pessoa dando a ela maior longevidade.
  • Evitar o uso de drogas e se for usar que sejam com seringas individuais e descartáveis;
  • Cuidados com procedimentos que envolvam secreções e sangue;
  • Não amamentar o bebe caso a mãe seja portadora do vírus HIV .
  • Livrar-se do preconceito.

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