3 de outubro de 2026
Saúde

Pacientes de hemodiálise conhecem projeto do Maicé

Hospital tem projeto para ofertar o serviço, mas não há previsão de recurso

Por Caçador Online

Caçadorenses que fazem tratamento de hemodiálise estiveram reunidos com integrantes do Conselho Consultivo do Hospital Maicé. O encontro foi realizado no auditório da Associação Empresarial de Caçador (ACIC) na noite de terça-feira, 2. Na ocasião, pacientes e seus familiares conheceram o projeto do hospital para prestar esse tipo de serviço no futuro.

A reunião foi convocada pelos próprios pacientes, que hoje precisam fazer o tratamento fora do município, em Videira ou Curitibanos. “Entendemos o quanto é difícil a situação dessas pessoas que precisam acordar às 4h e têm o desgaste da viagem para fazer a hemodiálise. Foi uma reunião emocionante e ao mesmo tempo bastante sincera”, avaliou o presidente do Conselho Consultivo do Maicé, Leonir Tesser.

De acordo com Tesser, já existe um projeto para que o hospital de Caçador possa ofertar o atendimento de hemodiálise. “Temos o projeto protocolado e autorizado para adequação do espaço físico para que possamos implantar a hemodiálise. Esse serviço está no desenho de ampliação do Maicé, mas está parado por falta de recursos”, explicou.

Ainda segundo Tesser, as outras obras que estão em andamento no hospital foram elencadas como prioridade pela Secretaria Estadual de Saúde. Por exemplo a construção da nova ala de urgência e emergência e o espaço para realização de cirurgias cardiovasculares.

“Essas obras em andamento ou que começarão em breve já têm verba garantida, mas infelizmente o projeto da hemodiálise ainda não. O projeto prevê R$ 2,4 mi para adequação do espaço físico e compra dos equipamentos”, pondera.
Durante a reunião, os pacientes entregaram um abaixo assinado com 1300 nomes para reforçar o pleito. Agora será formada uma comissão para ajudar a captar o recurso para a hemodiálise.

“Podemos oferecer uma qualidade de vida melhor para a população e vamos continuar lutando por isso. A atitude dos pacientes de oferecer ajuda voluntária e um projeto que também é voluntário, só tem a somar”, finaliza Tesser.

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