3 de outubro de 2026
Homenagem

Centro de bem estar animal terá homenagem à Ligeirinha

Maria Alves era conhecida por andar na rua acompanhada de vários cães

Por Caçador Online

A Prefeitura de Caçador deve inaugurar em breve um Centro de Bem Estar Animal e Centro de Zoonoses. A estrutura, localizada no Horto Municipal, está em fase final de obras. E quando ficar pronto, o espaço receberá o nome de uma personagem bastante conhecida nas ruas da cidade e que faleceu em 2008: Ligeirinha.

Segundo a presidente da Fundema, Denise Chiarello, a homenagem é merecida para a história de uma pessoa humilde, mas que sempre demonstrou amor pelos animais. “Quantas vezes vi ela na rua dividindo a pouca comida que tinha com os cachorros. Sempre foi uma pessoa simples, mas de um coração grande e espírito evoluído”, explica Denise.

Em 2008, o Portal Caçador Online noticiou o falecimento de Ligeirinha.
 
"Ligeirinha deixa as ruas de Caçador"
 
O passo apressado nas andanças pelas ruas de Caçador renderam o apelido de Ligeirinha para Maria Alves, 72 anos, falecida na última sexta-feira, 30, no Hospital Maicé, vítima de pneumonia. Sempre acompanhada de vários cachorros, todos vira-lata, Ligeirinha se tornou figura popular no município. Quem nunca pronunciou a frase: "Lá vai a Ligeirinha e seus cachorros?".
 
Filha de Maria Gertrudes Alves e Clementino Alves, Ligeirinha nasceu em 15/04/1936 e nunca teve filhos. Provavelmente é natural de Caçador, mas não se pode ter certeza, pois a certidão de nascimento foi registrada apenas em 1996 por determinação da Justiça.
 
Segundo o sobrinho Jaci Barbosa, um dos poucos parentes vivos de Ligeirinha, desde jovem ela tinha distúrbios mentais. "Vivia no mundinho dela, sempre vagando pelas ruas em busca de comida para os cachorros. Sempre procuramos ajudar ela, mas na medida do possível porque era uma pessoa difícil de lidar", conta.
 
Ligeirinha residia na Rua Santa Rosa de Lima, 123, Vila Nova, bairro Nossa Senhora Salete, em uma casa de compensados bastante precária. Ainda tinha uma outra residência próximo aos trilhos na Charqueada, onde mantinha presos os cachorros mais bravos. "Todo dia ela ia até lá alimentá-los", afirma Jaci.
 
Maria Alves foi velada na capela do bairro e sepultada no Cemitério dos Fonseca.

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