Uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 10, fechou o trecho do KM 3 da SC 135, entre Porto União e Matos Costa. Os manifestantes, que eram moradores, motoristas, usuários e políticos, cobravam a continuação dos trabalhos da operação tapa buracos que está paralisada há mais de um mês. A operação começou e logo foi paralisada pelo Governo por falta de dinheiro.
Pneus foram queimados impedindo o transito de veículos. A Polícia Rodoviária Estadual também acompanhou a manifestação. Somente veículos escolares e de saúde tinham a passagem livre.
Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o bloqueio iniciou às 7h30 no km 3 e terminou às 11h50. Os manifestantes atearam fogo em pneus para impedir a passagem de veículos nos dois lados da rodovia.
Até as 10h, a PMRv registrava um quilômetro de congestionamento em direção a Caçador, no Oeste catarinense, e dois quilômetros no sentido contrário, em direção ao Norte do estado.
"Estamos liberando os veículos com urgência, ambulâncias, Correios, pessoas que têm médicos marcados. A manifestação está ocorrendo de maneira pacífica", disse o policial militar rodoviário sargento Luiz Alberto.
Mortes na rodovia
Segundo a PMRv, nos últimos 10 anos, 25 pessoas morreram no km 9 da mesma rodovia. O sargento também informa que o número de atendimento de acidentes na região com danos materiais é alto, devido às condições do asfalto.
De acordo com um dos organizadores da manifestação, Gildo Luiz Masselai, que é verador pelo PP em Porto União, esta é a terceira manifestação realizada no mesmo local nos últimos anos.
"Tivemos uma audiência pública há dois anos para resolver a rodovia, que não teve resultado. Já vieram comitivas de Florianópolis para verificar a situação, sem resolvê-la. Quando há reforma é com asfalto de péssima qualidade ou pedra brita. Às vezes sorteiam qual buraco vão tapar. Nós queremos investimento", disse Masselai.
Deinfra diz que tem projeto para rodovia
O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) disse que tem um projeto de restauração da SC-135 e aguarda a liberação R$ 35 milhões por parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entretanto, a verba não tem data prevista para liberação.
Ainda segundo o Deinfra, na segunda-feira (13) o órgão irá entrar em contato com a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) para "por em prática um trabalho de tapa buracos nos piores trechos".







