3 de outubro de 2026
Falta de provas

Processo da morte de Giorgi Burlin está arquivado

Após quatro anos, família lamenta a perda e cobra que a Justiça reabra o caso

Por Caçador Online

A morte de Giorgi Luy Burlin completou quatro anos nesta sexta-feira, 22 de abril. Em 2012, o caçadorense foi assassinado com três tiros no interior de Matos Costa. O corpo foi encontrado apenas no dia seguinte e até hoje o crime é um mistério. O caso foi arquivado por falta de provas.

Segundo o irmão de Giorgi, Lucas Burlin, além da dor da perda, a família sofre com o descaso da justiça. “Contratamos um advogado, mas ele nos disse que o caso foi arquivado por falta de provas pela Justiça de Porto União. A arma não foi encontrada”, lamenta Lucas.

Para Lucas, a esperança segue viva para que a Justiça retome o caso. “A nossa família só quer que a justiça seja feita. Em Matos Costa todos sabem quem foi o autor do crime, não é possível que esse crime cruel fique impune”, acrescentou ao lembrar do aniversário de quatro anos da morte do irmão.

Giorgi saiu para fazer trilha e foi baleado

22 de abril de 2012. Era um domingo e naquele dia o município de Matos Costa comemorava 50 anos de emancipação. A pequena cidade estava em festa, com várias atrações na praça central. Mas foi num local distante, numa região de mata cortada pela estrada de ferro, que Giorgi Luy Burlin, 42, foi assassinado com três tiros.

Giorgi morava em Caçador com o companheiro Ivonei Tomacheuski, 34 anos. Naquele dia, os dois saíram cedo de casa e foram até o município vizinho, distante 47 quilômetros. Ivonei era secretário de saúde de Matos Costa e estava escalado para trabalhar nos eventos alusivos ao aniversário da cidade.

Eram 7h30 quando Ivonei deixou Giorgi numa altura da rodovia SC 302. O rapaz tinha como hobby fazer trilhas pelo interior e fotografar paisagens. Segundo o laudo da Polícia, Giorgi foi assassinado por volta das 17h com três tiros de espingarda calibre 32 que atingiram os pulmões e o fígado.

Do local onde foi atingido, ao lado da estrada de ferro, ele ainda caminhou alguns metros antes de morrer.

Às 18h do domingo, Ivonei não encontrou Giorgi no local combinado para retornar a Caçador, um ponto de ônibus nas margens da rodovia. O companheiro de Giorgi achou que ele tinha tomado uma carona para voltar pra casa.

Em Caçador, Ivonei não encontrou Giorgi em casa e também não conseguiu contato por celular. Somente na manhã seguinte o corpo do rapaz foi encontrado, próximo da estrada de ferro onde ele costumava caminhar.

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