3 de outubro de 2026
Profissionais do Bem

Grande desafio hoje do Maicé é o custeio, diz ginecologista

Por Caçador Online

Mais uma reportagem da série “Profissionais do Bem”, que tem  o objetivo de mostrar a comunidade o trabalho, obras e investimentos, além do funcionamento do Hospital Maice. O Portal Caçador Online, em parceria com outros veículos de comunicação, traz a entrevista com a médica Daniela Kist Busnardo, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fez especialização em ginecologia e obstetrícia na maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, que é referência nesta área no estado.

A médica também fez especialização em Administração e Marketing em Saúde. Além disso, tem se especializado em patologia do trato genital inferior, através de cursos constantes. Daniela é chefe do departamento de Obstetrícia no Hospital Maicé há cerca de um ano e meio e relata as mudanças que tem percebido com o projeto que vem sendo desenvolvido.

“A maternidade teve melhorias significativas, que às vezes não ficam visíveis. Agora temos pediatra de plantão 24 horas, o que antes não tínhamos. O profissional atende o bebê já na sala de parto. Antes tínhamos apenas o obstetra e de sobreaviso, que era chamado quando preciso, porque havia menos profissionais disponíveis. Hoje, como somos um maior número de profissionais, temos plantão obstétrico 24 horas e plantão pediátrico 24 horas na maternidade do Hospital Maicé”, comenta.

Daniela  frisa que isso tem feito toda diferença no atendimento. “A mortalidade neonatal reduziu significativamente a partir do momento que passamos a ter médico obstetra e médico pediatra de plantão”, acrescenta. A doutora cita ainda que o projeto veio para acrescentar.

“Antigamente as cidades ao redor tinham pequenos hospitais, mas várias delas não têm mais. Tudo isso vem drenando o atendimento para o Maicé que cada vez mais tem se transformado em um centro de referência para toda região e com isso precisa ser ampliado, melhorado, inclusive na alta complexidade, que antes não existia e agora estão tentando implantar”, enaltece.

Para ela, o grande desafio hoje é o custeio do hospital. “O Maicé tem recebido dinheiro para as obras, mas para manutenção do hospital, para o dia a dia não tem recurso. Ninguém repassa dinheiro para pagar o plantão dos médicos, os funcionários. Todo mundo doa para o futuro, para fazer obra para a hemodinâmica, na CTI, mas não tem doação para manter o que tem no hospital. Isso é algo que deveria ser reforçado, para que sejam repassados recursos para que os trabalhos continuem funcionando como estão”, salienta.

Outro ponto importante, segundo Daniela, é a valorização do trabalho que vem sendo realizado. “A maioria das pessoas tem que ver  quantas coisas boas o hospital tem trazido para a nossa região. Às vezes uma situação pequena todo mundo gosta de falar mal, mas o que acontece de grande, todas as coisas boas, ficam escondidas. Acredito que as pessoas têm que valorizar mais o que a temos. Se formos comparar com cidades menores, que não têm recurso nenhum, ou até cidades maiores, vemos que não é fácil conseguir uma consulta médica. É tudo muito mais difícil. Aqui temos as coisas mais à mão e às vezes as pessoas não dão valor. Por isso é importante valorizar o que temos aqui: o hospital, os médicos, pois acredito que tem muito profissional bom e um hospital muito bom”, completa.

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