3 de outubro de 2026
60 dias

Sem desfecho no leilão, venda da Sulca é prorrogada

Interessados não chegaram aos 9,4 mi e cinco fizeram propostas por compra direta

Por Caçador Online

Mais uma vez não teve desfecho o leilão do imóvel da Sulca, empresa calçadista que fechou as portas na década de 90 em Caçador. Nenhum dos interessados aceitou a proposta dada na segunda praça do leilão, de R$ 9,4 milhões. Por conta disto, o processo vai para o terceiro passo, que é a venda direta. Cinco propostas de empresários foram entregues que serão avaliadas nos próximos 60 dias pela juíza responsável.

De acordo com a juíza da 2ª vara da Comarca de Caçador, Luciana Pelisser Gottardi Trentini, a proposta não foi aceita, ela disse que existe muita desinformação e notícias erradas sendo vinculadas que estão assustando as pessoas com interesse na compra da massa falida. “Sabemos que existem empresas alocadas no local, mas o imóvel pertence a uma massa falida que precisa pagar suas dívidas e por isso precisa ser vendida”, disse a magistrada.

“Tem mais de 1.300 famílias que dependiam da Sulca quando fechou, sendo que algumas já morreram, entretanto existem filhos e esposas habilitados para receber esses créditos e todos sonham em receber seus direitos. A Justiça não está contra ninguém. Pelo contrário, está para fazer o que diz a lei”, afirmou a juíza.

Ela disse que a situação dos inquilinos que estão no imóvel, se resolve após a venda com o novo proprietário. Luciana disse ainda que as empresas lá instaladas terão que sair de lá sim e com a venda, serão desalojadas.

A desinformação do processo resultou em funcionários das empresas instaladas na antiga Sulca no Fórum tentando fazer pressão popular para que o imóvel não fosse leiloado. “Dá para ver que as pessoas lançam notícias que acabam assustando a sociedade. Estamos aqui para resolver um impasse que dura 25 anos. São 30 volumes de processo e mais de 4 mil trabalhadores que buscam seus direitos”, disse.

As empresas apresentaram propostas parceladas para juíza que irá avaliar um a um e depois será encaminhado ao Ministério Público que faz a curadoria da massa falida. Casão não haja nenhuma proposta justa um novo prazo de 60 dias deverá ser aberto para novas propostas para venda direta.

Enéias Vasconcelos, leiloeiro oficial comentou que foram duas fazes de três etapas. A primeira praça do leilão é o valor de avaliação de mais de R$ 14 milhões. A segunda praça, permite a venda de até 65% deste valor, que chega a R$ 9.451.000,00. Como este valor foi recusado pelos interessados, foram aceitas propostas para avaliação e possivelmente a venda direta.

“Este terceiro momento nada mais é que uma sequência das praças de leilão. Caso não haja uma proposta justa, o imóvel pode voltar a leilão”, comentou.

Valmor de Paula lamenta atitude de empresários do PET

O vereador Valmor de Paula, presidente do SITRIVEST e representante dos funcionários da Sulca lamentou a atitude das pessoas. Muitas pessoas brigaram pelos direitos dos trabalhadores da Sulca. Ele disse ainda que não tem ninguém movimentando processo de desemprego. “A nossa luta é garantir os direitos dos trabalhadores que estão há 25 anos esperando para receber o que lhes foi tirado”, comentou.

“Não tem ninguém de vítima neste processo. O local era para ser uma incubadora, onde os empresários tinham um contrato de cinco anos, podendo prorrogar para mais dois. Porém tem empresas que estão no local há 15 anos. Não foi cumprido o contrato assinado por eles. No próprio contrato que era com a fundação existente lá e não com Poder Público tinha uma clausula revolutiva que os empresários teriam que sair a qualquer momento em caso de determinação judicial”, disse o vereador.

O vereador comentou ainda que no projeto aprovado pela Câmara de Vereadores já deu o prazo de um ano para desocuparem o local. “Todos foram comunicados com antecedência, ao contrário dos funcionários da Sulca que não tiveram aviso prévio e simplesmente ficaram sem receber seus direitos com a falência”, finalizou.

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