3 de outubro de 2026
Sem negócio

Leilão da Sulca fica para 17 de fevereiro

Imóvel da antiga empresa pode ser vendido por R$ 9 mi, 65% do valor avaliado

Por Caçador Online

Não houve negócio na 1ª praça do leilão da Sulca, empresa calçadista que decretou falência na década de 90 em Caçador. Avaliado em R$ 14,5 milhões, o imóvel (terreno e instalações), localizado na avenida Engenheiro Lourenço Faoro, não recebeu lances. Com isso a definição ficou para a 2ª praça, marcada para dia 17 de fevereiro.


 Na nova data, o imóvel pode ser negociado por 65% do valor, ou seja, próximo de R$ 9 mi. Por determinação judicial, o valor será destinado para pagar as dívidas da antiga empresa com ex-funcionários, fornecedores e bancos.
 
“O que a gente vê no Brasil hoje é que está difícil ter uma pessoa que compre algo por R$ 9mi. Então estamos tentando fazer uma arrematação em condomínio. Ou seja, um convite de empresários seria importante que esta área ficasse com empresários de Caçador. Existem grupos estudando a compra, mas estamos tentando fazer esta arrematação entre três ou quatro empresários. Temos dois com interesse, mas gostaríamos que tivessem mais”, explicou o leiloeiro oficial, Enéias Vasconcelos,
 
Enéias comentou ainda que na segunda praça, se o valor chegar entre R$ 9.200.000 a R$ 9.500.000, cada empresário terá de pagar uma média de R$ 2mi. “Esta compra não pesa e seria mais facilitada para empresários locais ficarem com o imóvel. No dia 17 de fevereiro vamos tentar trazer mais interessados para participar deste leilão judicial”, frisou.

O presidente do Sitrivest, Sindicato dos Trabalhadores na área do Couro e Vestuário, Valmor de Paula, disse que no primeiro momento ficou frustrado, mas ao mesmo tempo feliz em ver que há interessados em comprar em condomínio no segundo leilão.
 
“Esperamos que no dia 17 tenham mais compradores, para que assim, os funcionários que estão todos estes anos aguardando possam receber seus direitos. Afirmo que não temos nada contra os empresários que lá estão instalados e já estamos buscando uma alternativa para eles”, disse.
 
As empresas que hoje estão instaladas no prédio da antiga Sulca têm prazo até agosto de 2016 para deixar o local.

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