3 de outubro de 2026
Aventura

Caçadorenses contam detalhes da cicloviagem ao litoral de SC

Eles pedalaram 630 km em seis dias, passando por 27 municípios de Norte a Sul

Por Caçador Online

Os oito aventureiros que cruzaram o litoral de Santa Catarina de bike voltaram à rotina de trabalho nessa semana. Nesta terça, 19, eles contaram detalhes da “cicloviagem” à reportagem do Portal Caçador Online. A jornada começou dia 9 de janeiro em São Francisco do Sul, no norte de SC, e encerrou dia 15 em Passo de Torres, no extremo sul do estado. Foram 630 km de muitas pedaladas e histórias, passando por 27 municípios.

Organizada desde maio de 2015, a cicloviagem foi realizada pelos caçadorenses Mauro de Paris, Leandro Vitto, Leandro Carvalho, Rosinei Marcos, Joelcio Mezomo, Paulo Rodrigues, além de Jairo Puchale, de Joaçaba, e Edison Otto, de Videira.

Aventura começa com chuva e buracos

A cicloviagem “Litoral SC” começou com dificuldades para os oito aventureiros. A partida, domingo, 9 de janeiro, às 7h, foi com chuva em São Francisco do Sul, na região norte do estado.

Além do clima, outra adversidade foi a condição das estradas. Os buracos e a areia fofa tornaram-se um desafio a mais para os ciclistas. “Nossa ideia sempre foi pedalar o mais próximo da costa e aí tivemos algumas dificuldades”, avaliou Mauro de Paris.

Com as adversidades, o grupo optou por encurtar o percurso pegando um barco para fazer uma travessia em Barra Velha.

Mesmo assim, foram 104 km percorridos até a primeira parada, em Penha.

Cidades turísticas na 2ª etapa

Na 2ª etapa os ciclistas tiveram a companhia do sol e do calor. O tempo bom e o percurso mais curto ajudaram a deixar o passeio mais tranquilo. No caminho o grupo passou pelas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema até chegar em Porto Belo.

“Nesse trecho aproveitamos para fazer boas fotos e um pouco de turismo. Paramos no mercado público em Itajaí, passamos no centro de Balneário onde pedalamos em meio à multidão da cidade mais badalada do nosso litoral. Uma região desenvolvida e ao mesmo tempo muito linda, como por exemplo a rodovia Interpraias até Itapema”, conta Leandro Carvalho.

Até Porto Belo foram 67 quilômetros.

Movimento intenso na BR 101

Se as cidades do litoral catarinense ficam lotadas no verão, a BR 101 tem seu movimento ampliado na mesma proporção. Foi nessa rodovia que os ciclistas do Meio-Oeste pedalaram de Porto Belo, passando pelo acesso de Florianópolis, até a praia da Pinheira, em Palhoça.

“O fluxo intenso de veículos exigiu atenção especial da nossa parte, mas felizmente não tivemos problemas. Foi uma etapa até tranquila de 102 quilômetros”, lembra Leandro Vitto.

Belezas naturais marcam a 4ª etapa

De Palhoça até Imbituba a cicloviagem atingiu o auge das belezas naturais, segundo os aventureiros. Destaque para o morro do Siriú, cachoeira do Macacu, dunas de Garopaba, praia do Rosa e lagoa de Ibiraquera.

“Outra coisa que chamou muito nossa atenção foram as pequenas vilas e comunidades. Andamos muito por estradas de chão e trilhas nessa etapa, o que nos permitiu conhecer lugares incríveis”, relata Mauro.

Foram 70 quilômetros de pedal.

Vento dificulta a penúltima etapa

Na penúltima etapa, de Imbituba até Balneário Rincão, os ciclistas enfrentam o vento Sul, que tornou a viagem mais difícil. Foi necessário um esforço maior para vencer longas retas pela BR 101.

A recompensa veio com a passagem por cartões postais como o centro histório de Laguna, a nova ponte de Laguna e o farol de Santa Marta.

Foram 137 quilômetros.

Velocidade para cumprir a missão

A última etapa também foi a mais longa da cicloviagem. Porém, foi o trecho em que os ciclistas conseguiram mais velocidade. Os 146 quilômetros de Balneário Rincão até Passo de Torres não demoraram a ser percorridos, para a alegria e emoção do grupo.

“Quando vimos os dois mastros que marcam a divisa de SC com o RS foi só alegria. Não pelo desgaste físico, mas pela emoção de cumprir a missão a que nos propusemos”, finalizou Leandro Vitto.

Avaliação positiva

A cicloviagem foi extremamente positiva na avaliação dos oito aventureiros. Para eles, a mesma viagem de carro ou moto não teria a mesma graça. “Passar por lugares tão belos e poder observar tudo numa visão de 360 graus é uma vantagem da bike. Esse é um dos motivos que a jornada se tornou tão prazerosa”, disse Leandro Vitto.

Para Mauro de Paris, a convivência em grupo foi outro ponto positivo. “A amizade entre nós ficou fortalecida. A todo momento estávamos descontraindo e as histórias vão ficar na memória por um bom tempo”, afirma.

Leandro Carvalho destacou a importância do planejamento da cicloviagem. “Foi uma viagem longa que exigiu bastante força física e psicológica. Mas como estava tudo organizado com antecedência ficou dentro do nosso limite”, conta.

O grupo também comemorou o fato de não ter problemas maiores na jornada, e os incentivos que receberam ao longo de todo trajeto. Eles já pensam em um próximo roteiro, que pode ser para a região central do Brasil ou para terrar uruguaias a argentinas ao sul.

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