Inicia nesta terça-feira, 22, a programação do resgate histórico da Guerra do Contestado. O evento irá envolver várias entidades que são parceiras da Semana do Contestado. De acordo com o presidente da Câmara Municipal Ricardo Pelegrinello (PT), o intuito do evento é resgatar a história e dar destaque para um dos maiores conflitos do Brasil.
A programação inicia com a abertura
da exposição “Contestado em Cores”, da artista plástica Márcia Schüler às 19h e em seguida lançamento do documentário “Terra Cabocla”, com a presença dos diretores Márcia Paraíso e Ralf Tambke.
De 22 a 25, o filme será exibido nas escolas de Caçador e a exposição ficará aberta para visitação das 13h às 19h.
Dia 23 – Vivência sobre o uso de ervas medicinais da região com Alésio dos Santos, no IFSC das 8h às 14h
Dia 24 - Vivência sobre o uso de ervas medicinais da região com Alésio dos Santos, no Assentamento Hermínio Gonçalves às 8h e no Salão Paroquial da Paróquia Cristo Redentor às 14h
Dia 24 – Lançamento do livro “A Guerra do Contestado em Quadrinhos”, com a presença do autor Jorge Luiz Bernardi às 19h no Museu do Contestado
Dia 25 – Sessão solene com palestra “100 anos da Guerra do Contestado: Atos, fatos e a repercussão sobre o território secular”, com o Nilson Cesar Fraga, às 19h30, na Câmara Municipal
26 e 27 – Mateada, apresentações culturais, feira de produtos orgânicos, ervas medicinais e de artesanato no Parque Central José Rossi Adami
Dia 27 – Cavalgada e Missa Cabocla às 16h no Parque Central às 16h no Parque Central
Minuto Contestado
Para resgatar a história do seu povo a Câmara Municipal de Caçador apresenta uma série de relatos sobre o Contestado. A iniciativa realizada desde o início do mês encerra com a programação da Semana do Contestado, que acontece entre 22 e 27. Nessa edição o técnico de cultura do SESC de Caçador, Gustavo Loeff Zardo, destaca a relevância do movimento como um reflexo da história do Brasil.
SEMANA CONTESTADO
Movimento sob o prisma artístico
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“Pois a mesma coisa que aconteceu com os negros há mais de 500 anos, e com os índios, aconteceu de maneira semelhante, senão pior, com o caboclo do Contestado. E existe uma dívida do Estado Brasileiro com o povo nascido nessa região. Por isso, o segmento artístico deve retratar a história do Contestado”, fala.
Esse depoimento faz parte da série relacionada à Semana do Contestado promovida pela Prefeitura e Câmara Municipal de Caçador. Essa e outras entrevistas sobre o tema também podem ser acompanhadas através do Facebook Semana do Contestado de Caçador. A iniciativa é apresentar a História da Guerra do Contestado e resgatar a autoestima de nosso povo, substituindo o conceito pejorativo do caboclo.
#OrgulhoCaboclo: A organização da Semana do Contestado em Caçador convida a todos para reescrever essa história, gravando um vídeo falando seu nome completo e profissão, e a seguinte frase: sou da região contestada, e tenho orgulho de ser caboclo. Poste na nossa página - https://www.facebook.com/camaradecacador - com #SemanaContestado e apareça na sessão solene da Semana do Contestado a ser realizada dia 24.
Relato pode ser acompanhado através do Facebook Semana do Contestado de Caçador
HÉLIO PIRES
Autoestima cabocla em discurso de Adeodato
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Para resgatar a história do seu povo a Câmara Municipal de Caçador apresenta uma série de relatos sobre o Contestado. A iniciativa realizada desde o início do mês encerra com a programação da Semana do Contestado, que acontece entre 22 e 27. Nessa edição o professor, Hélio Pires, comentou um pouco sobre a sua longa trajetória enquanto ator no Município de Caçador. “O que mais me marcou foi trabalhar a história do Contestado, primeiro pela força desse momento e segundo, por ser uma história do nosso povo, de gente sofrida, mas ao mesmo tempo guerreira”, destaca.
Conforme Hélio Pires, vários personagens marcaram sua carreira dentro do contexto da guerra, entre eles o de Adeodato. “Ele, que ao final do combate fez um discurso para alimentar a autoestima dos caboclos, sobre a guerra que tinham perdido. Porém, deixou claro que eles haviam sim perdido a guerra, mas que nunca, jamais, em hipótese alguma, poderiam deixar de ter sua autoestima. Pois, foram obrigados a pegar em armas e defender a sua família, o seu povo, a sua terra”, cita a fala do personagem.
“Tenho muito orgulho de fazer parte da história do Contestado contada nos palcos; afinal, não tem como não se emocionar, porque o sangue derramado nos inspirou a sermos seres humanos melhores; e quando tiver injustiças, as pessoas se levantam e para ter uma vida melhor”, conclui Hélio Pires.
Esse depoimento faz parte da série relacionada à Semana do Contestado promovida pela Prefeitura e Câmara Municipal de Caçador. Essa e outras entrevistas sobre o tema também podem ser acompanhadas através do Facebook Semana do Contestado de Caçador. A iniciativa é apresentar a História da Guerra do Contestado e resgatar a autoestima de nosso povo, substituindo o conceito pejorativo do caboclo.
#OrgulhoCaboclo: A organização da Semana do Contestado em Caçador convida a todos para reescrever essa história, gravando um vídeo falando seu nome completo e profissão, e a seguinte frase: sou da região contestada, e tenho orgulho de ser caboclo. Poste na nossa página - https://www.facebook.com/camaradecacador - com #SemanaContestado e apareça na sessão solene da Semana do Contestado a ser realizada dia 24.
Relato pode ser acompanhado através do Facebook Semana do Contestado de Caçador
JOÃO PAULO ALMEIDA
Criação de uma identidade cabocla
Assista ao vídeo:
Para resgatar a história do seu povo a Câmara Municipal de Caçador apresenta uma série de relatos sobre o Contestado. A iniciativa realizada desde o início do mês encerra com a programação da Semana do Contestado, que acontece entre 22 e 27. Nessa edição o artista João Paulo Almeida, comenta sobre a desvalorização do caboclo e seus descendentes. “Quando uma pessoa é oprimida, acaba por esconder-se e fica assustada; e foi isso que aconteceu com o nosso povo que lutou na Guerra do Contestado. Hoje a gente não encontra uma identidade relacionada ao tema”, analisa.
De acordo com João Paulo Almeida, quando se fala em Contestado as manifestações são individualizadas. “Eu manifesto isso enquanto artista, seja com o meu grupo, entidade, ou historiador que se dedica ao Contestado trabalha assim; e até hoje não conseguimos fazer igual aos gaúchos que têm orgulho da sua cultura. Em 100 anos ainda temos essa dificuldade, que não é só do poder público, pois todos temos responsabilidade; e muito a aprender com a história do Contestado; seja a alegria, a arte dos rituais religiosos nos redutos, entre outros”, exemplifica.
Esse depoimento faz parte da série relacionada à Semana do Contestado promovida pela Prefeitura e Câmara Municipal de Caçador. Essa e outras entrevistas sobre o tema também podem ser acompanhadas através do Facebook Semana do Contestado de Caçador. A iniciativa é apresentar a História da Guerra do Contestado e resgatar a autoestima de nosso povo, substituindo o conceito pejorativo do caboclo.
#OrgulhoCaboclo: A organização da Semana do Contestado em Caçador convida a todos para reescrever essa história, gravando um vídeo falando seu nome completo e profissão, e a seguinte frase: sou da região contestada, e tenho orgulho de ser caboclo. Poste na nossa página - https://www.facebook.com/camaradecacador - com #SemanaContestado e apareça na sessão solene da Semana do Contestado a ser realizada dia 24.
Relato pode ser acompanhado através do Facebook Semana do Contestado de Caçador
SEMANA CONTESTADO
Fúria Cabocla, marco caçadorense
Assista ao vídeo:
Para resgatar a história do seu povo a Câmara Municipal de Caçador apresenta uma série de relatos sobre o Contestado. A iniciativa realizada desde o início do mês encerra com a programação da Semana do Contestado, que acontece entre 22 e 27. Nessa edição o ator e diretor cultural, Adilson Panatta, relata o surgimento e o legado da peça teatral Fúria Cabocla, realizada em nosso Município.
“A questão da Fúria Cabocla foi tão importante que passados mais de 10 anos, até hoje essa ideia não morreu; e temos projetos para reeditá-la. Porque, aonde quer que vamos, as pessoas perguntam a respeito da peça”, destaca o ator Adilson Panatta, incentivador e da coordenação da peça em teatro de arena. Ele conta que a ideia de construir o espetáculo, conhecido em âmbito estadual, surgiu após a formação do Grupo Temporá.
“Começamos em 1990 com o propósito único de apresentar e representar a história do Contestado, e tivemos a felicidade de descobrir o texto de Romário José Borelli, ensaiado por anos”, destaca. Até que em 2004 o grupo decidiu apresentar o Contestado em um novo formato, e a história do povo que vive em Caçador teve proporções maiores, inclusive no resgate da autoestima local.
Esse depoimento faz parte da série relacionada à Semana do Contestado promovida pela Prefeitura e Câmara Municipal de Caçador. Essa e outras entrevistas sobre o tema também podem ser acompanhadas através do Facebook Semana do Contestado de Caçador. A iniciativa é apresentar a História da Guerra do Contestado e resgatar a autoestima de nosso povo, substituindo o conceito pejorativo do caboclo.
#OrgulhoCaboclo: A organização da Semana do Contestado em Caçador convida a todos para reescrever essa história, gravando um vídeo falando seu nome completo e profissão, e a seguinte frase: sou da região contestada, e tenho orgulho de ser caboclo. Poste na nossa página - https://www.facebook.com/camaradecacador - com #SemanaContestado e apareça na sessão solene da Semana do Contestado a ser realizada dia 24.

Relato pode ser acompanhado através do Facebook Semana do Contestado de Caçador
A professora Maria Inês Morona Ramos, contou através do MINUTO DO CONTESTADO, em 20 programetes um pouco da nossa história:






