A situação do Hospital Maicé foi apresentada na sessão desta terça-feira, 15, na Câmara Municipal de Caçador. O tema foi abordado em Palavra Livre por Leonir Tesser, Claudinei Bertotto e Henrique Basso, representantes do Conselho Consultivo do hospital. Eles solicitaram aprovação de um projeto de lei que autoriza o repasse de R$ 300 mil para a unidade de saúde.
Segundo o presidente do Conselho, Leonir Tesser, o pleito do hospital foi formalizado em março desse ano com o objetivo de viabilizar a adaptação de uma unidade coronariana, a hemodinâmica. A obra custa R$ 1,7 mi e foi planejada com convênio de R$ 500 mil assegurado pelo deputado Cobalchini, R$ 700 mil prometidos pela Câmara e o restante através de doações de empresários.
“Esse projeto vai possibilitar o Maicé ter uma unidade de alta complexidade para tratamento cardíaco. Caçador é a segunda cidade com a maior incidência de ataque cardíaco no estado e precisamos cuidar disso para que nossa população seja atendida aqui. Acredito que a Câmara vai ser parceira desse projeto, afinal todos precisam ajudar”, explicou Tesser.
Ainda de acordo com o presidente do Conselho Consultivo, a obra citada faz parte de um projeto de transformar o Maicé em hospital de referência, principalmente no que diz respeito as altas complexidades, visando oferecer um nível de atendimento adequado para Caçador e região.
“As obras estão indo bem com a construção do quinto andar para os novos leitos de UTI, e devemos começar em breve a nova emergência, estamos buscando apoio com os empresários. Isso demanda tempo e apoio de toda comunidade”, acrescentou.
Também fizeram uso da palavra livre na Câmara o contador do Conselho Consultivo, Claudinei Bertotto, e o presidente da Associação Empresarial, Henrique Basso. Bertotto expôs dificuldades financeiras enfrentadas pelo Maicé.
“Temos ouvido em vários segmentos da sociedade que o Maicé está com os problemas resolvidos. Isso não é verdade. Entre o anúncio de uma verba até ela ser liberada para o hospital há um longo caminho. Por isso estamos solicitando mais apoio do poder público”, explica Bertotto.
Ao comentar a situação atual do hospital, Tesser informou que no ano passado o Maicé tinha um defcit de R$ 50 mil por mês. Porém, os gastos aumentaram nos últimos meses elevando esse número para R$ 150 mil/mês.
“Nossa ideia era equilibrar as contas até março desse ano, mas infelizmente a energia subiu 100%, os medicamentos e equipamentos são importados e o dólar está subindo cada vez mais. Além disso tivemos aumento do salário dos funcionários e o SUS não reajusta a tabela dos serviços. O hospital voltou a ser deficitário. Mas vamos trabalhar forte atrás de ações para mater o nível e a qualidade do atendimento. O projeto do Maicé está dando certo e vai continuar dando certo”, argumenta.
O presidente da ACIC, Henrique Basso, que também participa do Conselho Consultivo do Maicé, pediu apoio aos vereadores na aprovação do projeto e para acompanhar os trabalhos da unidade. “A gente convida as pessoas para que tenham o melhor entendimento do nosso dia-a-dia, através de visitas, para conhecer a nossa questão de custeio e as obras. Precisamos definitivamente nos unir, para que Caçador tenha mais força”, declara.
Conforme o presidente da Câmara Municipal de Caçador, Ricardo Pelegrinello, o projeto visa custear a realização de reformas e adequações necessárias ao espaço físico do Hospital Maicé. “No entanto esse projeto foi protocolado em março e entrou nessa Casa dia 2 de setembro; deve então passar pelas comissões antes de ir ao plenário. Somos solidários, mas não temos competência de encaminhar recurso direto, devolvemos ao Poder Executivo para fazer o repasse”, explica.
Ações
No próximo sábado, 19, o Hospital Maicé promove um bazar com produtos doados pela Receita Federal. Será durante todo o dia no Salão Paroquial do bairro Berger.
Em breve o hospital lançará também a ação do cofrinho solidário. Serão distribuídas caixinhas em mil pontos da cidade, para que a população possa ajudar doando o troco do supermercado, padaria, etc.
Reforma na emergência
Na próxima semana inicia a construção da nova emergência do hospital Maicé. “Essa é uma questão que precisamos apoio da comunidade, pois vai gerar um certo transtorno. Mas é pelo bem do hospital. Precisamos fazer essa adequação para o hospital melhorar de nível e com isso receber um recurso maior do governo para custeio. Só dessa forma o hospital poderá se tornar referência no atendimento e independente na questão financeira. Vamos fazer isso funcionar para orgulho de toda comunidade caçadorense”, conclui Tesser.






