A Casan quer continuar prestando serviços de água e esgoto em Caçador. Com esse objetivo, o presidente da empresa, Valter Gallina, esteve no município nesta segunda-feira, 6, para apresentar um plano de ação a líderes comunitários, empresariais e políticos. Segundo ele, os primeiros investimentos serão imediatos em caso de assinatura do novo contrato entre Prefeitura e Empresa.
Em reunião na Câmara de Vereadores no início da tarde e na Associação Empresarial (ACIC) no final da tarde, o presidente da Casan mostrou os investimentos previstos para o município de forma imediata, a curto, a médio e a longo prazo. De acordo com o plano, são R$ 167 milhões nos próximos 35 anos.
"Estamos vivendo um momento novo. Depois de um trabalho árduo na elaboração de bons projetos, agora temos condições de colocar em prática. Reconhecemos o passivo da Casan para com a cidade e por isso também estamos correndo contra o tempo. Não queremos fazer promessas, mas anunciar início de obras e lançamentos de licitação”, disse o presidente da estatal.
“Agora está nas mãos do prefeito”, diz Gallina
Ao avaliar as reuniões em Caçador, Gallina agradeceu o apoio recebido das lideranças e disse que agora a decisão depende do prefeito Beto Comazzetto. “Os vereadores e empresários reconheceram que os investimentos são expressivos. Agora precisamos que o prefeito assine o contrato para que possamos iniciar as licitações ainda no mês de julho”, acrescentou Gallina.
Ainda de acordo com o presidente da Casan, o novo contrato pode receber adequações a cada ano e caso algum item não seja cumprido, a Prefeitura pode romper a parceria.
Cobalchini avalisa plano da Casan
Gallina esteve na cidade acompanhado do deputado estadual Valdir Cobalchini, que avalisou o novo plano da Casan. "Empenho o meu prestigio político nesse plano", disse o parlamentar, pedindo à vice-prefeita Luciane Pereira, aos vereadores e aos líderes empresariais e comunitários um voto de confiança. "A Casan quer a oportunidade de poder fazer todos estes investimentos na cidade, que começam desde já com um aporte de R$ 60 milhões em água e esgoto".
Prefeito não comparece
O prefeito Beto Comazzetto não foi as reuniões da Casan. Em entrevistas anteriores, ele deixou claro a insatisfação com os serviços prestados pela estatal e a não realização dos investimentos prometidos nos últimos anos.
Tanto é que a Prefeitura lançou edital para licitar os serviços públicos de água e esgoto. O documento foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado, mas a administração municipal promete fazer as adequações e dar continuidade ao processo. “Se a Casan quiser continuar que participe do nosso edital”, declarou anteriormente o prefeito.
Presidente da ACIC defende cautela e negociação
O presidente da Associação Empresarial, Henrique Luis Basso, defendeu que a Prefeitura tenha cautela para tomar a melhor decisão. “A presença da diretoria da Casan em Caçador é positiva, são valores expressivos que foram apresentados, mas acho que o prefeito deve ter calma, negociar com cautela e ouvir outras propostas”, disse.
O presidente da Câmara, vereador Flavio Henrique dos Santos, disse sair dos dois encontros de forma mais consistente, pois a presença da diretoria da Casan na cidade "serviu para os cidadãos, enfim, conhecerem o que está em debate de maneira detalhada".
“A Casan tem uma dívida de investimentos com o município, como por exemplo o valor mensal que deixou de ser repassado à Prefeitura desde o ano passado. Embora o plano tenha sido detalhado nesses encontros, agora a decisão cabe ao exclusivamente prefeito e acredito que ele vai seguir com a licitação”.
Plano da Casan
Substituição de mais de mil hidrômetros antigos
Substituição de quatro mil hidrômetros assim que for licitada uma empresa para gerir a operação
Instalação de macromedidores na cidade (deve ser realizado por uma empresa da região que já deu sinal positivo para assinar contrato)
Num prazo não superior a 90 dias
Licitação da conclusão da ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA)
Licitação da nova captação de água
Repasse imediato de R$ 5 milhões à Prefeitura para repavimentação de ruas danificadas em função de consertos ou obras de saneamento.
Ainda em julho deverá ser licitada a obra para o Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade, num valor de R$ 40 milhões para a primeira etapa.







