3 de outubro de 2026
Votação deu 9 a 3

Câmara autoriza empréstimo de R$ 7 milhões

Recurso será utilizado para pavimentação da avenida Albino Phelippe Potrich

Por Ass. Imprensa Câmara de Vereadores de Caçador

Aprovado em primeira votação o Projeto de Lei nº 026/2015, que autoriza o a Prefeitura de Caçador a aderir ao Programa BADESC Cidades e efetuar empréstimo no valor de R$ 7 milhões. A matéria foi à votação na sessão extraordinária quinta-feira (21) e teve nove votos favoráveis e três contrários. A segunda votação acontece nesta sexta-feira (22).

Através do recurso, serão realizadas pela Administração Municipal obras de pavimentação asfáltica na avenida Albino Phelippe Potrich, no trecho entre o entroncamento com a Rua Nelson Eugênio Busatto (Presídio) até a Rodovia Estadual Engenheiro Faoro (Trevo do Transrodace) e a Rua Guilherme Lauro Rupp, no trecho que se fizer necessário.

O presidente da Câmara Municipal, Flávio Henrique dos Santos, comentou o pedido de vistas do projeto para melhor análise dos vereadores Cleony Figur e Jorge Savi.

“A nossa preocupação é fazer com que essa Casa ande bem e com que todos os vereadores tenham acesso e possam votar conscientemente; portanto se alguém falou que a aquela atitude foi para segurar o projeto quero tranquilizar que essa mesa diretora pensa apenas em garantir o mesmo direito a todos os vereadores e o nosso intuito foi no sentido de ampliar o debate para que todos tivessem a condição de estuda-lo”, destaca.

Os votos contrários foram de Cleony Figur (PSD), Alencar Mendes (DEM) e Carlos Evandro Luz (PMDB).

NERI VEZARO: “Na verdade tudo o que venha a beneficiar a comunidade, principalmente os bairros mais carentes, na região do Mutirão, Cerro Bonito, João de Barro e as pessoas que moram próximas a Albino Potrick, que há mais de 30 anos tem dificuldades por não ter uma rua pavimentada; e gostaríamos que os outros bairros também tivessem isso e como surgiu essa possibilidade acho importante”, fala.

CLEONY FIGUR: “Não tenho tranquilidade para aprovar mais um empréstimo, e com muito pesar, porque conheço a necessidade dessas ruas; e porque o município teria até outras formas para resolver essa questão, entendo como preocupação fundamental autorizar o empréstimo, por esses estudos eu manifesto meu voto contrário”, justifica.

VALMOR DE PAULA: “Quando o prefeito reduziu o valor de R$ 10 milhões para R$ 7 milhões, foi por prudência. E trata-se de uma obra humanitária, até porque as pessoas estão sofrendo, e só quem sofre o pó e o barro ao passar por aquela localidade sabe da importância desse projeto”, completa.

WILSON BINOTTO: “Muitos moram lá e sei da dificuldade que vocês têm ao transitar naquela via, e realmente não é de hoje que existem esses problemas. Por isso, quero deixar uma palavra de confiança e cumprimentar o prefeito Beto e o secretário pelo árduo trabalho pela nossa cidade”, ressalta.

JORGE SAVI: “Fiz a minha orientação do voto porque vai trazer muitos benefícios e ser uma alternativa de acesso. E esperamos que realmente saia essa obra o quanto antes para resolver o problema daquela região, e que ninguém venha depois aqui dizer que foi intervenção deles. Porque se alguém tem algum mérito é o governo municipal, através do prefeito e do secretário”, elucida.

ADILBERTO DE OLIVEIRA: “Esse asfalto de vocês vai sair, lutei por essa causa; com esse financiamento vai ser possível sim. E hoje, após muitos anos está sendo aprovado esse projeto; e independentemente de partido, tudo o que for para somar para que o município possa ser beneficiado contem com o meu voto que não tem cor partidária”, destaca.

ALENCAR MENDES: “Essa decisão é administrativa, de comprometer o orçamento público, e a situação do país não se apresenta com perspectivas de melhorias a curto, e talvez nem a médio prazo. Mas lógico que não se discute a necessidade de asfaltamento, que é óbvia naquela região; e sim a forma de como vai ser paga essa conta”, argumenta.

MOACIR D´AGOSTINI: “Concordo com a preocupação da prefeitura em contrair essa dívida, mas o administrador está assumindo risco e esse investimento é necessário para aquela comunidade”, diz.

GLACI PEREIRA: “A prefeitura não iria aportar nessa Casa um projeto que não tivesse condições de pagar, e além disso sabemos das dificuldades que essa comunidade e as pessoas que passam por lá sofrem”, fala.

RICARDO PELEGRINELLO: “No meu primeiro entendimento era contrário, porque acreditava ser um endividamento; no entanto, a dívida do Município e do Estado com aquela comunidade é enorme; e trata-se de um investimento para sanar os problemas daqueles bairros. E não me sinto no direito de inviabilizar ou estancar um projeto do Governo Municipal”, fala.

CARLOS EVANDRO LUZ: “Verificamos de um lado a angustia do administrador em fazer algo em prol da sua coletividade, e de outro a questão financeira que não pode ser esquecida, e sim analisada. Não tiro o mérito do projeto, mas pelos exemplos do passado e pela minha preocupação com o futuro, e como cidadão caçadorense, eu me posiciono contrário”, justifica.

FERNANDO SCOLARO: “Quando é pavimentada uma rua se vai gastar menos no futuro, é um investimento; por isso ela vai se pagar, por isso sou favorável nesse projeto”, fala.

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