Vocês vão anunciar a boa nova da educação”. Foi assim que o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, deu as boas vindas aos 32 estudantes que passaram a integrar o programa Conexão Jovem, do Movimento A Indústria pela Educação. Eles participaram dias 24 e 24 de abril, em Florianópolis, de um encontro preparatório para atuar como jovens embaixadores da educação.
O programa reúne jovens que são destaques em suas comunidades para estimular uma atuação mais colaborativa com a escola e mundo do trabalho. Em sua fala, Côrte revelou o anseio de envolver os estudantes na causa da educação para que juntos eles possam transformar a comunidade onde vivem. “Estamos trazendo jovens de todas as regiões do Estado para uma missão fascinante que é nos ajudar com o Movimento A Indústria pela Educação. Fazemos isso porque os jovens do mundo inteiro indicaram, em pesquisa recente realizada pela ONU, que a prioridade número um é uma educação de qualidade”, salienta Côrte.
Cláudio Antônio Klaus Júnior, 17, de Caçador e Fernanda Vencentin, 17, de Videira são os representantes da região no programa Jovens Embaixadores da Educação. “A educação é o que me guia e o conhecimento é algo que ninguém pode nos tirar. Vou fazer o que estiver ao meu alcance para que o Movimento siga em frente e seja ainda melhor”, declarou o caçadorense Cláudio, que já teve experiências semelhantes com programas de desenvolvimento pessoal e já atuou como vereador mirim.
O evento também contou com a participação de Daniel José Tenconi, Diretor do SESI de Caçador, que atuou como interlocutor da Regional. "A intenção da FIESC é conectar a realidade do mundo do trabalho à realidade dos jovens, promovendo a educação e a inovação de forma eficaz. Precisamos estimular o protagonismo juvenil para uma atuação colaborativa entre os jovens, a escola e o mundo do trabalho”, salienta.
Legado
O especialista do Instituto Ayrton Senna, Mozart Ramos, conversou com os estudantes e enumerou dados que demonstram a urgência de ações voltadas à melhoria da educação. “Somos a sétima economia mundial, mas quando falamos do Índice de Desenvolvimento Humano estamos na 79ª posição. Somente a educação é capaz de alinhar desenvolvimento econômico e social e, apesar dos avanços, ainda estamos distantes daquilo que queremos deixar como legado”, afirma.
Para ele, estes jovens passam a ser referência para os demais. “O bem precisa ser a regra, não a exceção, e isso só se faz com jovens motivados. Você só constrói uma sociedade mais justa se entregar aos futuros cidadãos um mundo melhor. A educação só é libertadora quando promove valores éticos e morais capazes de gerar felicidade, justiça e oportunizar acesso à escola em todos os níveis”, defende.
O diretor-executivo do Movimento A Indústria pela Educação, Antônio Carradore, destaca que diversos atores já estão envolvidos neste projeto. “São diversos parceiros, mas estamos trazendo agora o ator principal desse processo, que é o jovem. Queremos discutir com ele o que está acontecendo com a nossa educação e juntos encontrarmos caminhos para melhorar a qualidade do ensino oferecido”, afirma.





