3 de outubro de 2026
Negociação avançou

Greve dos servidores do TJSC completa nove dias

Nesta sexta foi apresentada uma proposta que será analisada pelos trabalhadores

Por Caçador Online

Os servidores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) completaram, nesta sexta-feira (17), nove dias de paralisação, como forma de protesto, objetivando a aprovação do novo Plano de Cargos e Salários.
 
Segundo levantamento realizado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (SINJUSC), até quinta-feira (16), aproximadamente 90% das 111 Comarcas existentes no Estado já participavam da greve.
 
O Tribunal de Justiça catarinense, preocupado com a proporção do movimento e com o evidente prejuízo à tramitação dos processos – já que apenas os casos considerados urgentes estão sendo atendidos –, designou uma equipe, presidida pelo Desembargador Cláudio Valdyr Helfenstein e composta, ainda, pelos Juízes, Vitoraldo Bridi, Jefferson Zanini, Antônio Zoldan da Veiga e Paulo Roberto Toniazzo, para dar início às negociações.
 
Após duas reuniões com representantes dos servidores – a primeira, realizada na tarde de quinta (16), e a outra, na tarde desta sexta-feira (17) –, o Tribunal de Justiça apresentou proposta consistente em: encaminhamento ao Pleno, em duas etapas, de propostas de reajustes de 6,5% e 1,6%, respectivamente, para implementação nas folhas de maio e junho (este último retroativo à data-base); reajuste de 16% sobre o valor atual do vale-alimentação e, por fim, conclusão dos estudos do Novo Plano de Cargos e Salários (NPCS) para encaminhamento ao Conselho de Gestão do Poder Judiciário em 45 dias após o término do movimento paredista.
 
Lideranças dos servidores estudarão a oferta e uma nova reunião deve ocorrer na próxima semana. Enquanto isso, a greve continua, com a paralisação dos serviços.
 
Em Caçador, aproximadamente 73% dos servidores do Fórum aderiram ao movimento, o que, somado àqueles que se encontram afastados do trabalho por férias, licenças ou outros motivos, alcança mais de 80%.

A subseção da OAB em Caçador, a exemplo do que já ocorreu em outras Comarcas, também apresentou pedido de suspensão dos prazos, tendo em vista a inviabilidade de atendimento no Fórum local. Não houve ainda decisão quanto a isso.
 
Há estimativa de que, para cada semana de paralisação, haverá um mês de atraso nos trabalhos.

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