3 de outubro de 2026
Chove dentro

Estudantes protestam contra situação de escola

Alunos se recusaram a voltar para as salas de aula na noite de sexta-feira

Por Caçador Online

A situação precária da escola estadual Wanda Krieger Gomes foi a causa de uma mobilização de alunos na noite desta sexta-feira, 27. Depois de uma chuva forte, que alagou corredores e área de convivência, os estudantes deixaram as salas de aula. Cinco salas do terceiro andar ficaram sem energia elétrica.

Além de não retornar para salas, os alunos fizeram cartazes ironizando a situação da escola e cobrando providências. “Queremos escola e não piscina”, “Guarda chuva obrigatório”. “Queremos reforma”, diziam as mensagens.

Segundo o representante dos alunos, Luciano Jardel, a escola está nessa situação há quase um ano. “Desde a metade de 2014, quando um temporal quebrou o telhado convivemos com esses problemas. Já fizemos abaixo assinado e entregamos na SDR e nada é feito, só promessa. Não tem como estudar numa estrutura assim, não dá pra chamar de escola”, desabafou.

Além do telhado quebrado, Jardel afirma que todas as salas do terceiro andar da escola têm infiltrações, o que causa goteiras e mau cheiro. Na noite da última sexta-feira, cinco salas ficaram sem energia elétrica. De acordo com o líder estudantil, a mobilização deve continuar durante a semana.

“Vamos conversar com os alunos dos outros turnos para aderirem ao protesto até que essa situação se resolva e que a gente não precise mais estudar com água nos pés e usando guarda chuva dentro da sala de aula”, acrescenta o aluno da Wanda Krieger.

Segundo Jardel, os alunos também estão organizando uma manifestação no centro da cidade com apoio de outras escolas estaduais que “estão pedindo socorro”.

Diretor afirma que professores permaneceram nas salas

O diretor da escola Wanda Krieger, Anderson Lissenko, disse que a manifestação partiu dos próprios alunos. “Respeitamos o protesto dos alunos, foi uma atitude que partiu deles na hora. Da nossa parte orientamos os professores a permanecer nas salas, garantindo o direito de aula aos alunos que não participaram da manifestação”, explicou.

Outra ação da direção da escola foi chamar um eletrecista para resolver a falta de energia no terceiro andar. Com relação ao telhado, Anderson reconheceu o problema e disse que a SDR está buscando a solução através do governo do Estado.

“Desde o início do ano letivo já temos esse problema do telhado. Os engenheiros já estiveram aqui e precisa ser feito uma nova cobertura. Mas é um serviço que precisa de licitação e pelo que sei o edital já foi lançado”, completou.

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