Após boatos nas redes sociais, a direção do Hospital Maicé convocou entrevista coletiva no final da tarde desta quinta-feira, 26, para prestar esclarecimentos sobre a morte da estudante Fernanda Caetano, 20, que estava no ônibus de Santa Cecília atingido por um caminhão no último dia 19. Ela faleceu na noite de domingo, 22, após ser transferida para Videira.
Diretores do hospital e médicos desmentiram os boatos de que houve negligência por parte dos profissionais e da unidade de saúde. Eles apresentaram diversos exames em defesa da versão.
De acordo com o diretor técnico do Maicé, Stefan Szylewicz, Fernanda deu entrada no hospital com fratura no fêmur. O médico explicou que a paciente ficou internada até que seu quadro de saúde piorar com o surgimento da embolia pulmonar.
Como o caso passou a ser grave, Fernanda precisou ser transferida para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas como não havia leitos disponíveis no Maicé, a jovem foi levada para Videira, no hospital Divino Salvador.
A médica Maria Teresa Batiston explica que, em Videira, Fernanda passou pelo procedimento de reanimação cardiopulmonar por cerca de 40 minutos, o que pode ter acarretado em lesões torácicas.
Ao contrário do que foi divulgado em redes sociais, vários exames foram feitos na paciente, inclusive tomografia, no sábado, 21, e que não acusaram esmagamento pulmonar ou fraturas torácicas, muito menos perfuração no pulmão.
“O quadro da paciente descrito em mensagens nas redes sociais não é condizente com o atendimento e os exames realizados no Hospital Maicé, conforme comprovado pela documentação médica”, afirmaram os médicos.
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