3 de outubro de 2026
Lourenço Faoro

Moradores pedem segurança na rodovia em obras

Na Câmara, moradores cobraram melhorias na nova travessia

Por Caçador Online

A insegurança nas obras da travessia de Caçador, na rodovia Engenheiro Lourenço Faoro, foi tema da Palavra Livre na sessão desta terça-feira (14), na Câmara de Vereadores. A iniciativa partiu de Célio e Rafael Krachisnki, moradores do bairro Martello, que questionaram alguns pontos do projeto. Eles são amigos do jovem Ronaldo Baziuk, que morreu no local na semana passada vítima de um acidente.

“A morte do Ronaldo não teria acontecido se já tivessem colocado a mureta dividindo as pistas. Caso esse projeto não seja revisto, e o andamento das obras não seja acelerado, a vida de todos que transitam nessa parte da cidade continuará em risco”, desabafa Célio.

Ao exibir fotos no telão do plenário, os cidadãos ilustraram situações que acontecem no dia-a-dia dos moradores das imediações da rodovia, no trecho que vai da rótula do Transrodace até o trevo do PETI. São pessoas com dificuldades em atravessar a via, motorista cometendo infrações de trânsito e ruas alternativas de acesso ao bairro em situação precária.

“O vídeo inicial do projeto mostrava uma coisa, mas o que estamos vendo é outra bem diferente. Começaram as obras e a rodovia se transformou numa pista de corrida. Não há redutor de velocidade, não há pontos de travessia de pedestres, muito menos uma passarela adequada, não há sinalização nos pontos críticos. Vários moradores já não se arriscam mais a atravessar a rodovia”, complementou Célio.
 
“Ainda não entendo porque não construíram o elevado na saída da rua Antônio Bombassaro, que foi anunciada com o projeto inicial”, questiona o morador do Martello.

Célio Krachinski também denuncia a dificuldade dos alunos da escola Santo Damo que não têm segurança para atravessar a rua. “Foram retiradas as faixas de pedestre e as muretas que ali existiam, e nada para substituir isso foi construído. Aquele túnel que fizeram, nenhuma pessoa em sã consciência vai passar por lá a noite. Servirá apenas para encontro de usuários de drogas”, critica.

Ao comentar o assunto, o vereador Flávio Henrique dos Santos também mostrou a sua preocupação com a falta de segurança na rodovia e a demora de conclusão da obra.

“Estive com o secretário regional Imar Rocha e com o gerente de infraestrutura, o Marçal, e entramos em contato com a empresa que fiscaliza a obra. O engenheiro nos informou que a divisória que divide a pista no meio não foi colocada porque precisa antes ter os postes de iluminação. No entanto reforcei o pedido para que sejam colocadas barreiras provisórias, pois a segurança e a vida das pessoas devem se sobrepor a qualquer outra coisa”, explica.

Por sugestão do vereador Roberto Pires de Camargo, o presidente da Câmara, Wilson Binotto vai solicitar a presença de representantes da empresa Viga, responsável pela obra da travessia, para fazer uso da Palavra Livre na próxima semana.

“A intenção é prestar esclarecimentos da população e buscar alternativas para aumentara segurança naquele trecho”, justifica.

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