A confusão que ocorreu no hospital Maicé no último sábado, 5, quando familiares de um paciente, vereador e médico acabaram brigando, evidenciou um problema da unidade de saúde, a falta de leitos de UTI. Na ocasião, o paciente estava em situação grave (sofreu um ataque cardíaco) e precisou aguardar no pronto socorro, pois os dez leitos de UTI estavam todos ocupados.
De acordo com o presidente do Conselho Consultivo, Leonir Tesser, o hospital já tem o projeto para dobrar o número de leitos de UTI, de 10 para 20, mas o processo esbarra na burocracia pública. Além disso, o investimento é alto, aproximadamente R$ 7 milhões.
“Desde que criamos o Conselho Consultivo, há um ano, estamos trabalhando nesse projeto. Mas em se tratando de hospital não é tão simples. São três projetos que um não podem acontecer um sem o outro: ampliação do pronto socorro, ampliação da ala de UTI e alta complexidade na área cardiovascular. O investimento é de R$ 7 milhões”, explica Tesser.
Na última segunda-feira, 7, representantes do Conselho Consultivo do Maicé estiveram em Florianópolis com o governador Raimundo Colombo, tratando de assuntos do hospital Maicé. Também estiveram na secretaria estadual de Fazenda e da Saúde. “Nós temos garantidos R$ 3,5 milhões. Estamos correndo atrás do restante desse valor”, afirma Tesser. Ele acredita que o projeto total possa ser concretizado em 2015.
“Os três projetos citados estão aprovados pela Vigilância Sanitária estadual, mas somos obrigados a seguir a burocracia pública que nem sempre tem a agilidade que gostaríamos. Enquanto isso, estamos adiantando adequações que são necessárias na estrutura do hospital, para quando tiver o recurso e as liberações isso possa acontecer da maneira mais rápida”, conclui.






