3 de outubro de 2026
Glaucoma

Doença atinge cerca de 6% da população, afirma oftalmologista

Por Caçador Online

Glaucoma é uma doença ocular que envolve danos ao nervo óptico responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. Ainda não se sabe ao certo o que causa este dano, mas já foi provado que a elevação da pressão intraocular é um dos principais fatores de risco da associação ao glaucoma.

O médico oftalmologista, Wyler Robert explica que existem dois tipos de glaucoma; o congênito e o adquirido e isso atinge cerca de 6% da população. Segundo o médico, o glaucoma congênito simples é o mais comum. Já o adquirido, que não é tão comum é causado por uso de medicamentos que afetam a pressão intraocular e também pode ser provocada por doenças como: cataratas, toxoplasmose ocular, trauma ocular e até mesmo a diabetes.

De acordo com o oftalmologista, o glaucoma é uma doença traiçoeira e na maioria das vezes não apresenta sintoma e quando o paciente percebe, a doença já está em um estágio avançado.

“Por conta disso é importante fazer exames de rotina com um oftalmologista a cada dois anos pelo menos na fase adulta. Também deve ser feito exame após o nascimento das crianças e outra na primeira infância antes dos 6 anos”, explicou Wyler.

Segundo o médico, a doença é irreversível, mas se descoberta a tempo os danos podem ser paralisados. Ele explica ainda que o glaucoma causa uma perda lenta e progressiva da visão.

Para o especialista, o principal meio de tratamento é feito com colírios que diminuem a pressão do olho. Ele enfatiza ainda que 90% dos casos, não havendo resultado, pode ser feito procedimento com laser ou uso de medicamentos via oral, como o Diamox. Em últimos casos, o paciente pode ser submetido a cirurgia.

“Glaucoma é uma doença silenciosa e demora muito para apresentar sintomas, mas quando apresenta, geralmente é uma dor de cabeça frequente na região frontal. Outra característica é a visão de halos coloridos ao redor das lâmpadas ao anoitecer”, detalhou o médico.

Wyler afirmou que segundo estudos, o glaucoma é mais comum na raça negra, orientais e índios do que na raça branca. Ele revelou que estudos apontam que no mundo, 8% da raça negra e orientais tem a doença contra 4% da raça branca.

“Como o Brasil é bem diversificado em relação a raças, segundo índices, 6% da população tem glaucoma”, frisou ele.

O médico explicou que a pessoa pode ter glaucoma, mas nem sempre é necessário usar óculos. Disse ainda que não é em todos os casos que a doença causa cegueira total. “Em muitos casos, ela causa perda parcial da visão, ou seja, ela vai tirando a visão lateral até chegar no campo central. Uma consulta ao oftalmologista com frequência pode evitar 95% da cegueira causada pelo glaucoma”, finalizou Wyler.

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