Rubens Daniel, um dos quatro finalistas do programa The Voice Brasil, se apresentou na noite desta quinta-feira, 30, no Bar do Dudo, em Caçador. Dono de uma das vozes mais comentadas nos últimos meses, o cantor fez um show acústico voz e violão, apostando em um repertório moderno dentro do estilo pop rock.
“Quando era jovem vinha a Caçador visitar familiares e sempre gostei muito da cidade. Por isso minha volta ao Oeste de Santa Catarina considero que está sendo com chave de ouro”, disse o afinado cantor antes de começar o show. Nesta sexta-feira, 31, Rubens Daniel faz outra apresentação no mesmo local.
No repertorio da quinta-feira ele apresentou músicas de Maroon 5, Florida, Jason Mraz, Coldplay, Bruno Mars, Beatles, LS Jack, Guilherme Arantes, Cássia Eller, Zé Ramalho, Legião Urbana, Jack Johnson, e, a pedido do público, Raul Seixas entre outros.
Natural da pequena cidade de Campina da Alegria, Rubens Daniel tem 30 anos e mora atualmente em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Na entrevista, ele contou ter participado de vários reality shows musicais antes do The Voice este ano, quando ganhou projeção nacional.
Sem esconder o entusiasmo de ser um cantor em evidência, ele prefere adotar um discurso humilde e diz não gostar da palavra fama. Rubens revela que, por enquanto, vai continuar o trabalho com sua banda em Santa Catarina e espera fazer muitos shows pelo Brasil. No entanto, não descarta alçar voos maiores no futuro e quem sabe até tentar carreira solo.
A reportagem do Portal Caçador Online conversou com ele. Leia a entrevista.
Caçador Online: Como e quando você começou a gostar de música?
Rubens Daniel: Comecei com oito anos quando ganhei um violão. Passei a participar de festivais em Campina da Alegria e na região. Aos 12 anos passei a montar bandas de bar junto com meus irmãos e amigos. Aos 16 anos descobri que gostava mesmo do estilo pop rock.
Aos 17 anos participei de festival em Irani, onde algumas pessoas de Araranguá me viram, gostaram e eu fui convidado para passar um verão na cidade. Depois de um ano e meio me convidaram para voltar e cantar numa banda de baile lá em Araranguá. Moro lá até hoje e trabalho com o que eu gosto: música.
Rubens é professor de música e rege um coral só de meninas. Ele também trabalha com oficinas para crianças em um projeto social e tem uma banda chamada “Madame Nora”.
C.O: Quais foram as bandas em que você se inspirou?
R.D: "Quando era mais novo gostava muito de LS Jack, Legião Urbana até Pink Floyd, Led Zeppelin, Metallica. Hoje em dia me inspiro bastante Jason Mraz e Maroon 5, que é jurado do The Voice americano.
C.O: Como foi para você ser selecionado para participar do The Voice?
R.D: Cheguei só com a minha voz, não foi com histórias e nem com ajuda de ninguém. Foi por mim mesmo. E entre 17 mil inscritos ficar entre os quatro finalistas pra mim foi gratificante. Mostra que as pessoas acreditaram em mim. E esse reconhecimento foi o que sempre busquei.
C.O: Como foi a experiência de participar do programa?
Rubens Daniel – "Foi uma experiência muito boa, nova por ser na Globo. Eu já havia participado do programa Ídolos da Record. Na Globo foi uma experiência nova e bem positiva.
C.O: Você esperava ter toda essa torcida em Santa Catarina?
R.D: Eu queria essa receptividade, apesar de que no início não sabia se iria acontecer. Conheço muito artistas, mas nenhum de Santa Catarina que tenha se destacado em nível nacional. Assim como eu foi o Danilo Diba. Ele também tem a opinião nós representamos um estado que não aparecia no mundo midiático. Estamos começando a mostrar o potencial de Santa Catarina na música para o restante do país.
C.O: Como você tem encarado esse reconhecimento?
R.D: Ser ídolo de alguém é bacana, pois eu também tenho ídolos e sei como as pessoas consideram quem elas gostam. Mas essa responsabilidade ainda me dá um pouco de medo, porque ainda não sei lidar com certas situações e devo aprender, mas isso só a vida pode ensinar.
C.O: Como foi o sentimento durante o programa ao passar por cada etapa?
R.D: Todos os 48, 36, 24 ou 12 mereciam ganhar. Eram ótimos cantores. O The Voice é mostrar a voz e todos eles tinham isso com suas características próprias. Me sinto honrado de ficar entre os quatro finalistas. Como foi uma escolha do público, me sinto abraçado e isso me faz ficar com os pés no chão para crescer com humildade e no devido tempo.
C.O: Quais são os planos para o futuro?
R.D: Eu tinha uma banda antes de entrar no programa chamada “Madame Nora” e que eu tenho até hoje, mas demos uma parada para ver o que iria acontecer. Agora vai continuar sendo o meu projeto. Espero vir com a banda para Caçador e na região, estado e Brasil inteiro.
Eu poderia estar morando em São Paulo ou Rio de Janeiro, mas resolvi voltar para Santa Catarina porque foi aqui que tudo aconteceu. Quero solidificar minha carreira para mais tarde partir para outros estados.
C.O: Já pensou em seguir carreira solo?
R.D: Muitas pessoas perguntaram isso e sempre digo que prefiro seguir com a banda. Não é a hora de seguir sozinho. Talvez no futuro lance um projeto solo como muitos cantores fizeram, mas sem separar da banda. Já estamos preparando o nosso material de divulgação para que as pessoas conheçam melhor o nosso trabalho. A proposta é fazer um pop rock que abrange o próprio rock, MPB e outros gêneros.







