O deputado estadual Reno Caramori (PP) deu uma declaração forte nesta quarta-feira, 11, em entrevista ao vivo na RBS TV, filiada da Globo em SC.
O assunto era a quarta pista na BR-101, no trecho do Morro dos Cavalos, em Palhoça. Reno disparou críticas a membros da Fundação Nacional do Índio (Funai).
O deputado é presidente da comissão de transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, e foi questionado pela repórter da emissora sobre a obra.
Caramori afirma que as mortes no trecho são de responsabilidade da Funai, que não cede parte das terras indígenas para a implantação de melhorias. Segundo ele, a audiência pública marcada para às 18h desta quarta-feira, 11, serve para "provocar a sensibilidade dos irresponsáveis, não responsáveis e sim irresponsável, por essa matança que está acontecendo no Morro dos Cavalos".
O deputado diz que os índios não estão preocupados com o uso da terra para obras da rodovia e querem saúde, educação e melhor qualidade de vida, diferente do que defende a Funai. A entrevista termina com uma frase de impacto:
— Se existe inferno, esse pessoal da Funai deve ir pro inferno, vivo, para recompensar as mortes que aconteceram nesse trecho — dispara.
Funai nega acusações
Em entrevista ao site G1, o coordenador regional da Funai, João Maurício Farias, afirmou que vai tomar providências judiciais sobre o modo "calunioso e difamatório" como agentes públicos e profissionais da imprensa têm se referido ao órgão e aos índios. "Não estamos emperrando o processo de duplicação do trecho do Morro dos Cavalos. A Funai não tem responsabilidade de conceder licenças ambientais".
Reno, também procurado pela reportagem do G1, explicou que a crítica não é destinada aos índios, mas aos integrantes da Funai. Na ocasião, ele repetiu as declarações ainda acrescentou "o diabo tinha que estar esperando na porta".






