Apesar de o tomate ainda ser o carro chefe na agricultura em Caçador, outra culturas vem ganhando espaço ao longo dos anos. O alho é um desses produtos que estão cada vez mais presentes nas lavouras do município. Cultivado principalmente pela agricultura familiar, o alho caçadorense está cada vez mais competitivo no mercado, em virtude da melhoria na qualidade, que garante a comercialização e a renda dos agricultores. Valdeci Rosa é um dos agricultores que investe nessa cultura.
Trabalhando com alho há mais de 25 anos, ele acompanhou a evolução da qualidade do produto. “Há alguns anos, era uma vergonha comparar o alho produzido no estado, com o do Rio Grande do Sul, por exemplo. A enorme quantidade de doenças, fazia com que o produto deixasse de ter um potencial de comercialização”, lembra.
Através de pesquisas, foi desenvolvido o alho livre de vírus, que vem ganhando cada vez mais a confiança dos produtores e dos compradores. “Hoje temos um alho competitivo, com espaço garantido no mercado. Não ficamos para traz em termos de qualidade”, afirma.
A colheita do alho iniciou nesta semana e a comercialização deve iniciar em meados de janeiro. O produtor tem plantado hoje cerca de 4 hectares e espera colher aproximadamente 40 toneladas do produto.
“A expectativa é boa em termos de colheita. No que se refere ao preço, a previsão é de que seja vendido pelo preço entre R$5,00 e R$6,00 no início da safra. No mês de fevereiro, esse valor deve chegar entre R$7,00 e R$8,00, que é ideal”, comenta.
Segundo ele, uma das vantagens de investir nessa produção, é a rotatividade que a cultura proporciona.
“Ao contrário do tomate, o alho permite que seja realizado plantio de outras culturas na entressafra. Além disso, o alho exige menos mão de obra, o que facilita o manejo, sendo dessa forma, ideal para os agricultores familiares”, completa.






