Um homem veio a óbito depois de sofrer um mau súbito durante o jogo da rodada da 2ª Divisão de Futebol de Campo dos Jogos do Sesi, na noite desta segunda-feira, 4, no Estádio Municipal. Nilson Gomes, 47 anos, chegou a ser socorrido com vida, mas chegando ao Hospital Maicé teve uma parada cardiorrespiratória.
De acordo com informações, Nilson, funcionário da empresa Corfio, participava das atividades do Sesi frequentemente. Segundo responsáveis pelas atividades esportivas, a morte de Nilson foi uma fatalidade, pois o atendimento aconteceu de forma rápida.
De acordo com o médico cardiologista, Márcio Eduardo Ceccatto, mau súbito, na maioria dos casos, acontece por uma série de fatores. O mais comum é a falta de exercícios físicos e exagero nas atividades.
O médico esclarece que a prática esportiva competitiva indiferente da faixa etária necessita de avaliação médica, porém os cuidados devem ser redobrados a partir dos 40 anos.
O médico explica que a melhor maneira de se evitar um mau súbito é prevenir doenças que acometem o coração. “A pessoa a partir dos 40 anos já necessita de avaliação cardiológica. Exames de nível de colesterol podem ser feito a qualquer momento da vida, mas exames mais detalhados podem ser indicados conforme a necessidade”, frisou Ceccatto.
Ceccatto orienta que o ideal é que as pessoas tenham o hábito de fazer exercícios físicos, como caminhada ou corrida de duas a três vezes por semana. Ele aconselha também fazer uma dieta saudável que inclui redução de gordura, sal, preservar o sono e reduzir o estresse.
“As pessoas devem evitar o consumo de bebidas energéticas, álcool, drogas ilícitas, cigarro e fazer uma alimentação que promova a saúde”, explicou o cardiologista.
Ceccatto detalhou que as doenças do coração, as quais eram mais comuns em pessoas acima dos 40 anos, estão surgindo em pessoas cada vez mais novas. Um dos fatores é "maus hábitos da juventude".
“A maioria dos casos de mau súbito termina em morte. Muitas vezes por não ter pessoas próximas que saibam identificar uma parada cardíaca ou arritmia cardíaca. Outro motivo é a falta do desfibrilador. Se já é difícil salvar vítimas de mau súbito dentro do hospital com todos os equipamentos, imagina em campos esportivos”, finalizou.






