Motivo de inúmeros protestos nos últimos dias no Rio de Janeiro, o plano de carreira dos professores também repercute em Caçador. No mês de setembro, cerca de 50 profissionais fizeram uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação, sem descartar uma possível greve no futuro.
Na ocasião, os educadores levaram uma faixa com a frase “Plano de Carreira Já!” e ouviram das autoridades que a matéria está sendo analisada pela equipe econômica da Prefeitura. O secretário de Educação de Caçador, Aldonir Anciutti, defendeu que o projeto seja estudado com cautela.
“Estamos debatendo esse plano há mais de um ano em Caçador para conseguir colocá-lo em prática da melhor forma. Agora ele está em fase de estudo financeiro e precisamos respeitar isso. Temos que avaliar bem para que esteja tudo dentro da lei e não resulte em problemas futuros”, explicou Anciutti.
Em relação à manifestação realizada em setembro, Aldonir explicou que estava em viagem, participando de um encontro de educação em Chapecó. “Já havia comunicados os professores que não estaria na cidade, mas já conversei com alguns e estamos à disposição para qualquer esclarecimento”, disse.
O novo plano regulamenta toda a carreira profissional do servidor do magistério municipal, englobando todos os profissionais envolvidos com a educação como, por exemplo, professores, diretores, serventes e merendeiras, entre outros.
As principais reivindicações da categoria são: readequação da carga horária e redimensionamento dos vencimentos. “Acredito que em breve teremos retorno. Penso nos professores, pois também sou professor, mas tenho que entender também o lado da administração pública, pois projetos como esse não são aprovados do dia para noite”, concluiu o secretário.
Já o prefeito Beto Comazzetto revelou que deverá debater alterações do novo plano. Segundo ele, o impacto econômico elevou a folha de pagamento de 51 para 60%, valor que ultrapassa o limite prudencial. “Estamos dando atenção a esse assunto. O próximo passo é esperar a conclusão final do estudo econômico e depois voltar a conversar com professores e com a Câmara também, para encontrar um meio termo”, declarou.





