3 de outubro de 2026
Municipal

Professores realizam manifestação em frente à Secretaria de Educação

Categoria reivindica aprovação do Plano de Cargos e Salários

Por Caçador Online

Cerca de 50 professores da rede municipal realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira, 19, em frente à Secretaria de Educação de Caçador. Eles reivindicam a aprovação do Plano de Cargos e Salários e não descartam uma greve no futuro, caso as autoridades não tomem uma atitude a contento da categoria.

O professor José Dias, o Zezinho, citou a Lei do Piso do Magistério, aprovada em 2008 pelo Governo Federal, como principal argumento da reivindicação dos professores. “Há mais de cinco anos estamos esperando a aprovação do plano de cargos e salários, que vai melhorar a qualidade da educação como um todo”, disse.

Segundo ele, já há uma discussão sobre o novo plano de cargos e salários em Caçador, mas até agora não foi encaminhado para aprovação da Câmara de Vereadores.

“Os professores estão desconfiados de qual o verdadeiro compromisso dos governantes municipais, prefeito e secretário de Educação, para a aprovação do plano”, acrescentou Zezinho.

Alguns educadores temem o a proximidade do prazo final para o plano ser levado a votação e incluído no orçamento, que seria 30 de outubro. Desta forma, a matéria só teria validade no próximo ano.

De acordo com os professores, o novo plano de cargos e salários traz benefícios para toda a educação caçadorense, através de adequação da carga horária e redimensionamento dos vencimentos.

“Isso vai gerar novos empregos e principalmente vai organizar a vida dos profissionais, a vida pedagógica dentro das escolas. Queremos uma gestão mais democrática e uma autonomia maior para as escolas dentro do município”, comenta Zezinho.

O porta voz do grupo citou as mobilizações em nível de Brasil e Santa Catarina, para justificar a manifestação realizada em Caçador. “Hoje estamos aqui em 50 professores, mas tenho certeza que o plano é uma preocupação de todos os colegas. A expectativa de aprovação é grande”, conclui.

O grupo não descartou uma possível greve futura, caso as autoridades municipais não atendam a reivindicação da categoria.

Secretária adjunta pede 90 dias para estudo financeiro

A secretária adjunta da Educação, Mari Morona, recebeu o grupo de professores e pediu um prazo de 90 dias. Segundo ela, o plano de cargos e salários já foi elaborado durante oito meses, incluindo um dia de debate com os professores nas escolas.

Depois disso, o projeto foi enviado para a Prefeitura, onde o setor de contabilidade pediu 90 dias para calcular o impacto financeiro no orçamento do município.

“Entendemos a reivindicação e angústia dos professores. Mas pedimos um prazo para fazermos um estudo financeiro com responsabilidade, e que não venha a causar algum prejuízo tanto para a categoria quanto para a administração”, disse.

O secretário municipal de Educação, Aldonir Anciutti, estava nesta quinta-feira, 19, em Chapecó num encontro da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação). Já o prefeito Beto Comazzetto está em viagem a Brasília.

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