3 de outubro de 2026
Na Câmara

Organização dos cemitérios é tema de “Palavra Livre”

Presidente da Fundema apresentou ações para criação de novos espaços

Por Caçador Online

Autoridades estão preocupadas com a falta de espaços para novos sepultamentos em cemitérios municipais. O assunto vem sendo abordado por vereadores há alguns meses e na sessão desta terça-feira, 17, o presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), Luiz Gustavo Pavelski, fez uso da tribuna para explicar as ações que estão sendo tomadas diante do problema.

Segundo Pavelski, e Cemitério Municipal já está com a capacidade esgotada. “Os sepultamentos que ocorrem nesse local são apenas de pessoas cujas famílias já têm o espaço”, disse.

O presidente da Fundema relata ainda um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que obriga o município a remover 500 túmulos que estão localizados em área de preservação, na margem de um córrego.

“Estamos fazendo esse levantamento, identificando os jazigos nessa área e entrando em contato com as famílias. Teremos que fazer a exumação dos corpos e achar um novo local para sepultamento, provavelmente no Cemitério dos Corrêa”, explica

Porém, a situação do Cemitério dos Corrêa também é preocupante, pois o espaço para novos sepultamentos é limitado. Uma das alternativas encontradas é a verticalização, técnica utilizada na grande maioria dos municípios brasileiros.

“Vamos iniciar nos próximos dias a construção de 40 gavetas no Cemitério dos Correa para amenizar o problema. Estamos pesquisando alternativas mais baratas, porém seguindo todas as exigências ambientais, para quem sabe construir mais obras verticais”, acrescentou o presidente da Fundema.

Outras alternativas cogitadas pela Fundema são: buscar uma área para um novo cemitério, verticalização de túmulos, construção de um ossuário onde seriam colocados restos mortais de túmulos abandonados ou por opção das famílias e cessão de uso de espaços nos cemitérios por 5 ou 8 anos após o sepultamento, passando os restos mortais para um ossuário com a devida identificação.

“São opções que teremos que pensar daqui pra frente. Temos uma média de 45 óbitos por mês em Caçador e com os espaços previstos hoje é questão de meses para chegar ao limite”, finalizou Luiz Gustavo Pavelski.

O vereador Flávio Henrique dos Santos (PT) lamentou a falta de planejamento das administrações anteriores. “É o cúmulo da falta de planejamento do município chegar ao ponto das pessoas não terem onde sepultar seus entes queridos. Não estou criticando uma ou outra administração, mas é um problema que só recebeu devida importância quando a situação já estava nesse ponto”, discursou.

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