Foi realizada na noite desta terça-feira, 3, uma reunião na Casa da Amizade (Rotary) com membros de entidades não governamentais para a criação do Observatório Social do Brasil em Caçador. Na oportunidade, foi apresentado o funcionamento do projeto pelo vice-presidente do Observatório Social do Brasil, Ney da Nóbrega Ribas.
Dentre as entidades participantes está a Igreja Católica, representada pelo bispo Don Severino Clasen, que enfatizou a importância desse projeto em Caçador. O objetivo é dar mais transparência nas ações do Poder Executivo e Legislativo.
“Vai ajudar a mostrar o que está sendo feito com o dinheiro público. Ainda estamos em fase de adequação trazendo pessoas que não são ligadas à partidos políticos para nos ajudar, para que assim o Observatório Social tenha um grande efeito”, explicou o bispo.
Representando a Associação das Micro e Pequenas Empresas (AMPE), a consultora Caren Fendt comentou que a ideia de implantar o Observatório Social em Caçador surgiu em uma palestra em Curitiba. Ela achou a ideia interessante e resolveu trazer para o município, a qual foi prontamente aceita.
Caren comentou que a iniciativa se deu através da AMPE, Associação Empresarial de Caçador (ACIC) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Nesta quarta-feira haverá uma reunião fechada para concluir a fundação da ONG em Caçador.
Já o vice-presidente, Ney da Nóbrega Ribas, explicou que o Observatório Social do Brasil é uma ONG considerada "o olho do cidadão" nas contas públicas e também nas licitações, fiscalizando possíves irregularidades como super faturamentos.
Ney explicou que o Observatório nasceu em Maringá (PR) onde a população sentiu a necessidade de algum meio de fiscalizar o desvio de dinheiro público. A partir disso, outras cidades do estado adotaram a ideia criando assim uma rede que está presenta em 77 cidades de 14 estados, sendo até premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O vice-presidente comentou que em Santa Catarina, o Observatório Social está presente em 12 cidades e oito estão em tratativa para implantação, incluindo Caçador.
“Queremos unir o máximo de pessoas que representem a sociedade, porém não podem ter nenhuma ligação a partido político. Esta ONG é independente e não usa dinheiro público para trabalhar. Isso gera inúmeras vantagens, pois fiscaliza todas as ações feitas com o dinheiro público para ver se estão dentro da lei”, disse Ney.








