3 de outubro de 2026
Manifestação

Policiais civis de Caçador aderem greve geral do Estado

Por Caçador Online

A Polícia Civil de Caçador aderiu na manhã desta segunda-feira, 29, a greve geral que tomou conta do estado. Somente serviços de urgência estão sendo feitos como: prisões em flagrantes, crimes contra a vida. Boletins de perda de documentos podem ser feitos através do site da Polícia Civil. A paralização é por tempo indeterminado.

De acordo com o agente de polícia, Neylson Avariza, 100% dos policiais de Caçador e que pertencem a 10ª Delegacia Regional estão em greve. Ele explicou que a paralização iniciou às 8h da manhã desta segunda-feira porém segue por tempo indeterminado.

Segundo Alvariza, a reinvindicação da classe é reajuste salarial e também aumento no efetivo. Ele explicou que em Caçador são 23 policiais civis tendo que se desdobrar nos mais diversos setores pelo baixo efetivo.

A categoria informou que será mantido o atendimento com 30% do efetivo em casos considerados graves, conforme a lei. Segundo o Sinpol-SC, dados oficiais mostram que desde 2007, a corporação perdeu quase mil policiais, o que faz com que o efetivo seja praticamente o mesmo de 30 anos atrás.

O Sindicato afirmou que, dessa forma, a polícia civil catarinense atua, apenas, com metade do efetivo considerado ideal. Somado a esse quadro, estão, de acordo com a categoria, os baixos salários, defasados há mais de 10 anos e considerado um dos piores entre as polícias civis de todo o país.

O governo afirmou que não vai haver negociação enquanto a categoria estiver em greve. O secretário de estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, disse que desde janeiro vem sendo discutida uma nova política de reposição salarial para propor ao longos dos próximos dois anos e meio um aumento médio de 60% para esses servidores. Ele também não descartou que o Estado entre com uma ação para garantir os serviços à população.

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