A hemodiálise foi tema de debate nas sessões da Câmara Municipal de Caçador nesta segunda e terça-feira, dias 10 e 11. Os vereadores Vilso Soares (PDT) e Cleony Figur (PSD) citaram a importância da prestação deste serviço para melhorar a qualidade de vida de pacientes que atualmente precisam se deslocar três vezes por semana até Videira para fazer o tratamento.
Cleony Figur frisou que nos últimos dias a população tem se manifestado de forma constante em favor da implantação da clínica de hemodiálise em Caçador. “O Poder Legislativo não pode deixar passar em branco essa situação, porque é um anseio da comunidade. Hoje já temos as máquinas compradas por uma clínica interessada em prestar este serviço, temos uma pré-disposição da Vigilância Sanitária Estadual em aprovar o projeto, e ainda não há nada de concreto”, lamenta.
Ainda de acordo com a vereadora, mais importante do que ficar observando o passado é agir de forma unida para conquistar esse atendimento para a população de Caçador. “Penso que devemos unir esforços, Poder executivo, Poder Legislativo, empresários, população em geral para que a hemodiálise venha acontecer no nosso município”, acrescentou.
Ao comentar o assunto, o vereador Vilso Soares (PDT) afirmou que “falta vontade política para fazer a hemodiálise acontecer”. “É uma questão de prioridade da administração municipal que tem aprovado outros projetos e ainda não fez acontecer o serviço de hemodiálise. O que parece é que falta vontade política de fazer as coisas. Mas se todos nós trabalharmos em conjunto vamos conseguir resolver isso para amenizar o sofrimento das pessoas”, disse.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Valmor de Paula (PT), apresentou nas sessões atas do Conselho Municipal de Saúde desde 2006, ano em que estava em funcionamento a clínica de hemodiálise em Caçador.
“Naquela época os pacientes eram muito bem atendidos, mas houve uma redução do número de pacientes e os proprietários da clínica pediram uma ajuda de custo ao município de R$ 2.800 por mês ou o pagamento de um profissional médico. Mas o prefeito e a secretária de Saúde entenderam que não havia legalidade e a clínica fechou”, informou Valmor.
O vereador defendeu a atual administração que segundo ele vem estudando a melhor forma de implantar o serviço de hemodiálise em Caçador. “Naquela época sim houve má vontade dos políticos e não agora como o vereador afirmou. Hoje o prefeito Beto Comazzetto vem fazendo todo esforço diante da possibilidade da instalação da clínica. Há limitações jurídicas e financeiras, mas o município está estudando formas para que isso venha a acontecer de fato”, declarou.
Já o presidente da Câmara, Carlos Evandro Luz, definiu o problema de hemodiálise em Caçador como grave. “Já fizemos questionamentos no passado e agora o tema está voltando para a atual administração. Não podemos analisar isso como uma questão de partido político e nem de competências da saúde se é básica, média ou alta complexidade. É um problema de todos nós e temos que juntos buscar a melhor maneira de resolver isso”, concluiu.





